Comboio Lisboa-Madrid

Casamento da Oksi e do Pablo

Tanto a Oksana (ou Oksi) como o Pablo não nasceram em Portugal, mas a verdade é que eu nem me lembrei disso quando os convidei para contarem a sua história, uma vez que esta noiva andou na escola com o meu marido desde a primária, o que faz dela uma portuguesa de coração. Talvez a reconheçam do cinema ou da passarela.

A história de como a Oksi e o Pablo se conheceram parece tirada de um filme: “Normalmente dizemos que nos conhecemos num comboio de Lisboa a Madrid… soa romântico. Só que há um pequeno detalhe: esse comboio não existe. Então, quando alguém percebe a mentira, contamos a verdade. Trocámos três mensagens online, falámos duas vezes por telefone e decidimos encontrar-nos. Onde? Nada de cafés ou passeios no parque, alugámos uma casa na Comporta para passar um fim de semana juntos. O Pablo veio de Madrid com o cão e os tacos de golfe (caso não nos gostássemos, pelo menos tinha companhia e um plano B). E eu, muito valente, lá fui encontrar-me com um rapaz que não conhecia pessoalmente de lado nenhum, mas que transmitia algo muito intenso que não sabia explicar . Quando nos vimos, dei-lhe um abraço como se já fosse meu a vida toda. E para melhorar esta cena surreal: os donos da casa vieram conhecer-nos pessoalmente e, como tínhamos dito que éramos namorados, tivemos de fingir aos cinco minutos de nos vermos que estávamos numa relação! Ofereceram-nos um champanhe e eventualmente até dissemos a brincar, que só o abriríamos se um dia nos casássemos. Foi um fim de semana de sonho. Foi mesmo amor à primeira vista… daqueles que se sentem logo, antes de dar tempo ao cérebro de processar o que está a acontecer!”

No dia do casamento, enquanto se preparava no L’and Vineyards, em Montemor-o-Novo, onde viria a ser o copo-d’água, a Oksi utilizou um roupão da Diseño2 Lenceria.

A AMÊ beauty  ficou encarregue da maquilhagem e do penteado. No cabelo a noiva levou uma peineta, um acessório típico espanhol, que foi emprestada por uma familiar.

Os brincos com diamantes água-marinha foram emprestados pela irmã do noivo, a Beatriz, que os utilizou no seu casamento.

A noiva procurava “muito movimento, simplicidade sofisticada e algo romântico” e a Plissê concretizou isso mesmo através de um vestido com decote em halter e costas abertas. “Criámos um vestido com painéis de organza de seda, chiffon de seda e detalhes em cetim e uma cauda também em cetim”.

O noivo, que também se preparou no hotel, levou um fraque da Hackett London, conjugado com uns sapatos Church’s, botões de punho Louis Vuitton e uma gravata antiga Celine que pertencia ao seu avô.

“O Pablo entrou na igreja ao som de “Canon in D” e eu com “Dove La Carità È Vera, Frisina”.”

A Oksi cresceu em Évora e guarda memórias felizes da sua infância nesta cidade, por isso era claro para o casal que o casamento teria de acontecer no Alentejo. Para o Pablo, a decisão também fez todo o sentido: sendo espanhol, quis seguir a tradição de casar na terra da noiva e, sendo um grande admirador de Portugal, nem hesitou.

Escolheram a Igreja Matriz de Montemor-o-Novo, que ficava mais próxima do local do copo-d’água e permitia uma maior comodidade. Trouxeram de Madrid o mesmo padre que casou todos os irmãos do Pablo, uma forma simbólica de manter também as raízes dele presentes na cerimónia.

Uma curiosidade sobre este casamento é que as alianças, que tinham sido oferecidas pelos melhores amigos do noivo, ficaram esquecidas no carro. Durante a cerimónia, acabaram por utilizar umas emprestadas para este momento. 

Alguns sobrinhos e primos mais novos foram vestidos por Labubé.

Com a coordenação da Catarina da Oh, Weddings!, os noivos tinham decoração e flores da Las Flores de Reding – da tia e prima do Pablo -, bem como algum material alugado à Magic Rent e toalhas da EventOH!, de Madrid. O estacionário, incluindo convites, menus e seating plan, ficou a cargo da El Tintero.

Para a parte musical, contaram com Coro Alto na celebração, Chilling Jazz Band no cocktail e António Cid na pista de dança.

O bolo, bem como o resto do catering, ficou a cargo do L’and Vineyards.

As fotografias ficaram a cargo da Plata.forma, o vídeo da Laguna Santa e a criação de conteúdo da Tanya Yarmolovych.

“Estávamos verdadeiramente felizes e isso é o que vai ficar na memória para sempre!”

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