De mão dada com o avô

Casamento da Mariana e do Rui

A Mariana e o Rui partilharam os mesmos corredores na escola, mas só se cruzaram verdadeiramente quando ficaram na mesma turma, no 10.º ano. Desde o primeiro dia criaram uma amizade próxima, marcada por uma tensão evidente que ambos teimavam em não admitir, segundo me contaram. Durante mais de dois anos mantiveram-se assim, até que, no 12.º ano, o Rui ganhou coragem e partilhou o que sentia e a Mariana pôde finalmente fazer o mesmo.

Antes de começarem a namorar, houve um episódio curioso: num domingo aparentemente banal, encontraram-se por acaso numa loja de material escolar, cada um acompanhado por um dos pais. O encontro foi breve e pouco entusiástico, mas quando chegaram a casa, a mãe da Mariana disse ao pai: “Hoje conheci o nosso futuro genro.” E estava certa.

Para a maquilhagem, a Mariana elegeu a Tânia Morais e, para o cabelo, a Cláudia Carreira.

A Mariana sabia, desde o início, que dificilmente encontraria um vestido pronto que traduzisse verdadeiramente a sua personalidade. Por isso, escolheu a Plissê, uma marca que já acompanhava desde os tempos em que se chamava MadBridal, ainda quando este dia era apenas um sonho distante. Sentia que os vestidos da Plissê tinham sempre um ponto em comum: eram fiéis à noiva que os vestiam. Ao longo do processo foi reunindo inspirações – franzidos, ninho de abelha, bordados cheios, mangas bufantes e, acima de tudo, golas -, um detalhe que sempre soube que o seu vestido teria de incluir.

O resultado foi um processo de construção cuidadoso, com espaço para certezas e dúvidas, até que o vestido ganhou a forma certa, tão especial que, como disse a Madalena Braga, “foi um parto difícil; mas vai ser o bebé mais bonito.”
Entre todos os detalhes, há um especialmente simbólico: o cravo bordado em homenagem ao avô da Mariana. Colocado discretamente na saia do vestido, de pernas para o ar, ganhava vida quando a noiva baixava o braço esquerdo. Parecia que o segurava na mão, como se, naquele dia, estivesse mesmo de mão dada com o avô. 

Os sapatos foram da Raquel Zapatos, os brincos principais da Arcane Jewellery, combinados com pequenos brincos da Pdpaola para os restantes furos e o toucado da Charo Agruna.

Ainda como acessório, a Mariana levou uma pulseira em filigrana tradicional portuguesa, uma peça de família herdada da sua tia-avó e que, mais tarde, transformou numa gargantilha para a festa, quando tirou a gola do vestido.

O anel de noivado foi desenhado pelo Rui e ganhou forma na Ourivesaria Coutinho, uma ourivesaria no Porto. As alianças vieram do mesmo local.

O noivo levou um fraque da Happy Hours, uma loja na Maia.

Casar em dezembro sempre fez sentido para a Mariana e o Rui. Não era propriamente uma tradição familiar, mas havia um simbolismo bonito: os pais da Mariana casaram-se a 1 de dezembro e os avós a 8. Como queriam casar ao sábado, o dia 7 surgiu naturalmente, numa escolha influenciada por este histórico e pelo encanto que sempre sentiram pelos casamentos de inverno.

A cerimónia decorreu na Igreja do Salvador de Unhão, em Felgueiras, um espaço que encontraram durante as suas pesquisas por igrejas mais intimistas e que rapidamente os conquistou. O teto em madeira, pintado com um céu estrelado, foi um detalhe que acabou por inspirar o design do missal. Para além da beleza do espaço, a proximidade ao local da receção foi também um fator essencial para aproveitarem ao máximo as poucas horas de luz de um dia de dezembro.

“Acho que a entrada na igreja é das imagens que mais tenho presente, de não ver nada nem ninguém senão o Rui durante a envolvência da “Somewhere in My Memory” (da banda sonora do “Sozinho em Casa”) e que me transmitiu o sentimento de família e casa que me nos fez escolher essa música para a minha entrada. Bate tudo certo. Temos muitos vislumbres do dia, mas uma coisa comum é que nunca tínhamos visto o outro tão feliz.”

“A salva de prata onde levámos as alianças é da família do Rui e já tinha sido usada em algumas ocasiões especiais.”

Quanto à roupa dos mais novos, os vestidos das meninas e os calções do meninos são da Bean Baby Clothes, enquanto as capas em veludo são da Labubé.

Durante a cerimónia, contaram com os Meninos do Coro.

O copo-d’água foi na Casa de Vila Verde, em Lousada, um espaço que conquistou o casal pela combinação de uma casa senhorial com um ambiente rústico. A nova gerência e as obras de renovação previstas transmitiram confiança, tornando este o local ideal, mesmo depois de visitarem outras opções na região.

O bolo dos noivos foi feito pela Pecado dos Anjos.

A presença da Bodoni marcou o ambiente de forma especial, sendo até o tema escolhido para os nomes das mesas.

O catering ficou a cargo da Gémeos Catering, cuja comida e serviço continuam a ser elogiados pelos convidados até hoje. A organização do dia contou com o apoio da Parauta Events.

A decoração e o ramo da noiva foram confiados à Ana Cima, um dos fornecedores que o casal destacou pela positiva.

A Mariana, que é designer gráfica, tratou de todo o estacionário do casamento.

As lembranças para os convidados eram enfeites de Natal personalizados com as suas iniciais, que no dia serviram também como marcadores de lugar. 

Surpreendendo todos, as amigas da noiva tiraram uma guitarra debaixo da mesa e transformaram a canção “Betty”, da Taylor Swift, numa versão personalizada chamada “Mary”, que contou de forma única e emotiva a história do casal e o papel que tiveram na vida deles até ao grande dia.

Tanto as fotografias como o vídeo ficaram a cargo d’As Anas, que também tiraram algumas fotografias analógicas, assim como o próprio noivo e alguns amigos do casal.

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