Analógicas de amigo

Casamento da Bia e do Pedro em Santarém

Há uns tempos, abri uma caixa de perguntas no Instagram a pedir recomendações de fotógrafos e foi assim que a Bia me enviou uma sugestão acompanhada de algumas fotografias. Hoje partilho convosco a história do casamento da Bia e do Pedro, contada através das imagens captadas pelo amigo Guilherme Cabral, que levou a sua máquina analógica de surpresa e, mais tarde, partilhou o resultado com estes noivos que se conhecem desde o tempo de escola, mas apenas começaram a namorar na faculdade, há nove anos.

Com um conjunto de vestido e robe personalizado com as iniciais dos noivos, feito pela Helena Saldanha, a Bia preparou-se numa quinta de família, em Santarém, local que os noivos escolheram para o copo-d’água – “ao longo dos anos, [esta quinta] tem sido o cenário de muitos eventos, como aniversários, passagens de ano, celebrações de anos de casados dos meus pais e avós e também festas com os nossos amigos, já que adoramos ser anfitriões de todas as ocasiões. Por isso, a escolha desta casa para o nosso casamento fazia todo o sentido. O nosso save the date tinha até o título “Santarém 3.0”, já que seria o terceiro ano consecutivo em que organizávamos, nesta casa, uma festa de verão para os nossos amigos, só que desta vez um bocadinho (de nada) maior.”

A primeira fotografia tirada pelo Guilherme foi uma espécie de “first look”, quando a noiva veio à janela, mesmo antes de descer do quarto onde se preparava.

Quanto às escolhas da noiva, elegeu a Beauty Call para a maquilhagem, o João Gaspar para o penteado, o atelier Rui Branco para uns sapatos feitos à medida e Maison Simão para os brincos em forma de flores com pendentes em brilhantes, inspirados num modelo que viu numa viagem a Nova Iorque com as amigas – “Quando voltámos, a minha mãe disse logo que, se houvesse alguém capaz de criar algo assim, seria a Maison Simão. E assim foi, e ficaram ainda mais bonitos do que a inspiração que lhes deu origem.”

A cerimónia, que contou com Coros & Companhia, foi na Sé Catedral de Santarém – “Sabíamos desde o início que queríamos uma cerimónia religiosa e a Sé, lindíssima por dentro e por fora, foi uma escolha fácil entre as (milhares) de igrejas possíveis na cidade. Optámos por uma cerimónia sem missa completa, criada por nós ao longo do processo de organização do casamento, à nossa medida, o que fez com que este momento se tornasse ainda mais pessoal e intimista.”

O bouquet de peónias cor-de-rosa claras e a lapela do noivo foram feitos pela Decoflorália.

O fato do Pedro foi feito na Zebra of Portugal, num processo que acabou por envolver todos os homens da família. “Para além do fato do Pedro, também foram feitos os do meu pai, do meu irmão e do pai do Pedro. Grande responsabilidade!”, conta a Beatriz. O processo foi feito em conjunto, mas a noiva estava proibida de ver qualquer um dos fatos. Cada um trazia ainda um detalhe especial: uma frase bordada na parte de trás do colarinho – “O pai da noiva”, “Wedding day” e “My plan A is plan Bi!”, como brincadeira ao nome por que a Beatriz é tratada pela família.

Quanto aos acessórios, o Pedro escolheu sapatos Lottusse, uma gravata azul-clara com corações da Hermés e uns botões de punho com as suas iniciais, oferecidos pela Beatriz nos primeiros anos de namoro.

O leque, com flores da saia bordadas, foi feito pela Cayetana – “Para além de lindo, foi muito útil tendo em conta o dia de verão.”

O vestido foi desenhado pela Susana Agostinho, uma escolha que surgiu de forma natural. “Já conhecia a experiência de fazer o vestido com a Susana através das minhas amigas que já tinham casado, por isso tinha a certeza de que seria a escolha certa.” Na primeira conversa, a que foi acompanhada pela mãe, não houve dúvidas: “dissemos logo um sim, mesmo tendo visitas marcadas noutros ateliers nos dias seguintes.”

Ao longo do processo, a estilista propôs acrescentar uma saia de organza bordada com flores que a Beatriz nunca tinha imaginado usar. 

Para o momento do cocktail, os noivos quiseram garantir a energia que sempre associaram à parte mais divertida de qualquer casamento. “Sempre fomos muito, muito fãs do cocktail antes do jantar, porque sempre foi a parte dos casamentos em que nos divertimos mais”. Apostaram nos cocktails do Às de Copos e na animação de uma banda espanhola, La Cuarta Cuerda, que trouxe a “vibe reggaeton” que os noivos procuravam para este momento.

A organização ficou a cargo do Miguel Tello Gonçalves, da Festa Aluga, que tratou da decoração.

O catering ficou a cargo da Maria Fernandes Thomaz, uma escolha que conquistou os noivos desde o primeiro contacto. “Na primeira chamada tivemos um brainstorming sobre comidas que adorávamos e quando falámos em amêijoas e La Brasserie de l’Entrecôte, surgiram logo os pratos que ficaram no nosso menu desde o primeiro dia: risotto à Bulhão Pato e lombo com molho à Brasserie.” A prova, feita com toda a família, tornou-se um dos momentos altos da preparação. No dia, o buffet, montado à volta das árvores do espaço, ficou perfeito.

“O momento dos discursos, tanto do Pedro como o dos pais e padrinhos/madrinhas, durante o jantar, foi memorável.”

O bolo, também servido pelo catering da Maria Fernandes Thomaz, foi uma pavlova de frutos vermelhos, finalizada na hora pelos próprios noivos.

A música ficou a cargo do Double A, nome artístico do Vasco, gestor durante o dia e DJ à noite. “Conhecemo-lo há anos e conseguiu adaptar tudo exatamente como queríamos (incluindo aturar uma lista gigante de músicas proibidas…)”. Como me contaram os noivos, a pista de dança foi um sucesso e o DJ recebeu inúmeros elogios dos convidados, tanto que já há futuros noivos interessados em contratá-lo.

Inspirados pelo Beso Beach, em Formentera, os noivos criaram um neón, para a parte da festa, que dizia “No hay boda sin beso”.

Na resposta à última pergunta, a Beatriz e o Pedro deixam alguns conselhos a quem está a preparar o casamento: “Vale a pena dedicar tempo aos pormenores, porque são eles que tornam o casamento verdadeiramente nosso; confiar no wedding planner; delegar tarefas à família, padrinhos e madrinhas; preparar a própria cerimónia, mesmo que seja religiosa; e equilibrar o momento das fotografias com aproveitar o cocktail e a companhia das pessoas, porque o tempo passa mesmo rápido, cliché, mas muito verdade.” Entre todas as recordações, há uma que destacam: a saída da igreja, “cheia de emoção e alegria, rodeados de todos os que nos são mais queridos”.

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