Noiva sem bouquet

Casamento da Nana e do Diego em Sintra

A Nana e o Diego conheceram-se em outubro de 2017, numa ida à praia na Arrábida com amigos em comum. Sete anos depois, a 25 de agosto de 2024, regressaram ao local onde se tinham conhecido e o Diego pediu a Mariana em casamento no Cabo Espichel. Casaram no ano seguinte, a 26 de julho.

A Nana optou por acessórios simples, escolhendo sapatos da Massimo Dutti e brincos da marca espanhola Paulet, oferecidos pela tia. O anel de noivado foi comprado num leilão online e as alianças foram feitas por um ourives tradicional recomendado ao casal, que se deslocou a casa para apresentar diferentes modelos e ajustar tamanhos – “no dia seguinte enviou-nos uma mensagem a dizer que as alianças estavam prontas e gravadas. Nem tivemos outra hipótese”.

A maquilhagem ficou a cargo da Mariana Cruz e o penteado foi feito pelo Rúben Pão Mole.

“Eu queria um vestido descontraído e versátil e, para isso, optei por fazê-lo na Plissê. Foi um processo mesmo fácil e leve. Adorei a Madalena e a Jesus e tivemos as ideias sempre muito alinhadas. Fiz um conjunto de 3 peças (saia, top e casaco) que posso usar noutros dias igualmente especiais.”

A cerimónia realizou-se na Igreja de Almargem do Bispo, em Sintra, escolhida pela proximidade à quinta, a cerca de 15 minutos de carro, e pelos seus elementos característicos, como os azulejos, os lustres e a vista sobre um prado verde à saída. O coro contou com a participação da Beatriz Fonseca e da Mimi Froes, bem como de familiares e amigos.

Os leques para os convidados foram pintados à mão pela mãe da noiva.

O prato das alianças foi o mesmo utilizado nos casamentos dos avós paternos, dos pais e dos tios da noiva, tendo sido gravado pela avó com os nomes dos noivos e a data do casamento

Durante o cocktail, servido pela M Catering, os noivos contaram com os Beco DJs – “Uns amigos nossos muito talentosos e descontraídos tocaram vinil e foram um sucesso”.

Para além disso, a Nana e o Diego tiveram oportunidade de gravar um pouco do próprio vídeo de casamento, orientados pelo videógrafo Luís Brito, que “fez um vídeo do casamento com máquina de rolo, uma coisa mais descontraída com que nos identificamos.”

A decoração do casamento foi preparada pelos noivos em conjunto com o Diogo Caeiro, familiares, madrinhas e padrinhos. Na semana anterior, tiraram férias para se dedicarem à preparação na quinta e, na véspera, receberam uma orientação do Diogo para a montagem de alguns elementos, incluindo centros de mesa. No próprio dia, o Diogo finalizou os arranjos e os padrinhos montaram mais de 200 candeeiros de papel de arroz sobre as mesas de jantar. A instalação foi feita no próprio dia, depois de testes prévios terem mostrado que a humidade e o vento da noite danificavam os candeeiros. O espaço foi organizado com duas mesas retangulares e paralelas, iluminadas pelos candeeiros suspensos.

A parte gráfica do casamento foi desenvolvida pelas amigas e madrinhas da noiva – Filipa Marques, Teresa Callé e Sara Prata -, assegurando uma identidade coerente desde o envio do save the date até ao dia do casamento, incluindo missal, seating plan, menus, leques e fósforos personalizados, que ofereceram como lembrança aos convidados.

“Uma semana antes do casamento, comecei com aquelas dúvidas existências típicas de noiva a achar que faltava qualquer coisa e acabámos por fazer uma touca para a cabeça para usar na festa do casamento. Gostei muito do resultado!”

“Pedimos à Amori Cakes um bolo retangular de quase um metro, do género das mesas do jantar, decorado com flores por cima – as mesmas da decoração das mesas. Adorei o resultado!”

À noite, a música ficou a cargo do Ricardo Pinto, da equipa do Chumbinho, que deu início à festa com “Lovely Day”, de Bill Withers, seguida pelo DJ Tom Fraser, amigo dos noivos – “Deu um show, fomos todos arrancados da pista”.

As fotografias foram asseguradas pelo Pedro Antas Ferreira e pelo Mendo Dornellas, irmão do noivo, tendo algumas madrinhas levado também máquinas de rolo para registar o dia.

Por último, o título pode sugerir o contrário, mas a Nana não foi propriamente uma noiva sem bouquet, simplesmente não lhe deu protagonismo ao longo do dia. “Eu não levei o bouquet para a sessão, nem lhe liguei nenhuma! Chegámos da missa e deixei-o num canto. Tive pena, mas estava a mil.” Ainda assim, no momento da entrada na igreja, o ramo com orquídeas, amarantus e calas pequenas, iguais às das lapelas do noivo e padrinho, marcou presença.

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