
A Maria estava a esquiar quando teve um acidente e caiu, perdendo um esqui montanha abaixo. Por acaso, o Francisco conseguiu apanhá-lo e subir para a ajudar. Curiosamente, graças a uma GoPro que a Maria levava, este primeiro encontro ficou gravado. Nessa noite, o Francisco ofereceu-lhe uma bebida e, entretanto, passaram-se dez anos.

Para o cabelo e maquilhagem, a Maria confiou na AMÊ Beauty – “Com a Andreia e a Rita, que para mim são as melhores, com uma energia incomparável e um mood incrível na preparação.”



“O leque foi todo bordado pela Vannus com mensagens muito especiais: coordenadas da pista de ski onde nos conhecemos, mini skis, a frase que estava no nosso convite, a nossa gata Olívia e referências entre os dois.”


Quanto a outros acessórios, a Maria levou umas Castañer, uma pulseira que pertencia à sua trisavó, duas gargantilhas, uns brincos Gomes e Góis e uns óculos de sol Jimmy Fairly,

“O anel de noivado foi pensado e desenhado pelo Francisco na Maria João Bahia. Tem cinco pedras (duas esmeraldas e três diamantes) que representam o mês de maio, mês em que começámos a namorar e mês em que foi feito o pedido de casamento. Por dentro, vinha gravado com a data.”



Estes noivos casaram dia 13 de junho e as alianças, também da Gomes e Góis, foram transportadas na concha de batismo da Maria que, coincidentemente, aconteceu no dia 12 de junho de 1999.

O vestido da Maria foi desenhado pela Susana Agostinho e desenvolvido a partir da vontade da noiva de usar um modelo cai-cai que acompanhasse os diferentes momentos do dia e refletisse a sua personalidade. O resultado foram dois vestidos com a mesma base, criados com diferentes tecidos, acompanhados por dois chokers, pensados para cada uma das versões.





O ramo da noiva ficou a cargo da Martins Alves, assim como todas as flores do casamento – “Queria algo com apenas um tipo de flor e que fosse grande e comprido. Escolhi gladíolos brancos. À volta do bouquet levei duas fitas: uma era parte do tecido do vestido de noiva da minha avó (1968) e outra era parte do vestido de noiva da minha mãe (1992). Na noite antes do casamento, uma das minhas madrinhas teve a ideia de bordar “Mãe” e “Avó” em cada uma. Então, eu escrevi com a minha letra e a minha cunhada esteve a bordar durante a noite. O terço que levei no bouquet foi-me oferecido pela minha avó e tem uma história: 10 meses antes de casar perdi o meu avô. O terço, benzido pelo papa João Paulo VI, foi trazido pelo meu tio bisavô diretamente do Vaticano e entregue à minha avó, em 1967, dada a circunstância de o meu avô estar na Guerra do Ultramar.”



A mãe da noiva levou um vestido Arrange Studios, da Asos, com uns brincos Cata Vassalo, enquanto a avó optou por usar o mesmo conjunto que tinha levado no casamento da filha, feito na altura numa loja de alta-costura em Campo de Ourique.


Quanto ao noivo, usou um fraque feito à medida na Mister Man, no Chiado, com o casaco personalizado com a alcunha do casal e a data do casamento e a camisa com as iniciais de ambos. Os sapatos foram escolhidos no El Corte Inglés e a gravata na It Tamarindo.


Como acessórios, levou botões de punho que pertenciam ao pai e que lhe foram oferecidos para o casamento. Usou ainda um relógio Longines Flagship, oferecido pela Maria um ano após o pedido de casamento, data que coincidiu com os 10 anos de relação.


Na manhã do casamento, o noivo ofereceu a cada padrinho uma gravata personalizada com os seus nomes e a data do casamento.


A mãe do noivo optou por um vestido verde seco da marca espanhola Martina Maletti.

Com o Cordis Cantum, a cerimónia realizou-se na Igreja da Memória, escolhida por estar próxima do local do copo-d’água.









Os meninos das alianças levaram roupa da Gocco e, a combinar com o calçado da noiva, umas alpercatas da Pisamonas.





Para o percurso da igreja ao copo-d’água com os padrinhos e pais, os noivos alugaram um autocarro panorâmico – “Foi um momento inesquecível e ainda demos um passeio por Lisboa, antes de irmos para a Estufa, tendo sido os últimos a chegar. Fomos a falar, a cantar e a aproveitar todos juntos.”










“Entrámos no jantar ao som da música “El Fin del Mundo”, com os padrinhos e com chapéus pintados à mão pela Maria.”



As mesas, cujos nomes correspondiam aos vários bairros de Lisboa onde celebram os Santos Populares, tinham arranjos com girassóis sem pétalas, estacionário feito pela Sofia da Soft Art Design e, como lembrança para os convidados, etiquetas personalizadas com as respetivas iniciais para as malas de viagem.










Os noivos optaram por substituir o tradicional bolo e o espumante por duas escolhas que associam à sua história: um tiramisu e um brinde com sorvete de limão com vodka do Ramiro, restaurante que descrevem como a sua “cantina”. Entraram juntos na pista com o tiramisu ao som de “Sarà perché ti amo”, momento em que a Maria surgiu já com o vestido na versão de festa. O brinde decorreu ao som de “Raise Your Glass”.









Um dos momentos de surpresa da festa foi preparado pelos padrinhos que organizaram uma “hora louca” com um robô LED, figurantes em andas, acessórios e uma lona com a frase “they met at après-ski”, ao som de “Shots”. Mais tarde, para além da ceia, houve ainda uma estação de pizzas feitas ao momento e McDonald’s, que a Maria e o Francisco distribuíram aos convidados no meio da pista, entrando com tabuleiros e anunciando “McMarried”.







A coordenação do casamento esteve a cargo da Catarina Trindade Neves – Ativa Events -, madrinha do casal, que foi responsável pela organização do dia, pela gestão dos fornecedores e pela coordenação dos diferentes momentos. A decoração ficou a cargo da Beatriz Nogueira, da Muzt, enquanto o catering foi assegurado pela Tazte. As fotografias foram entregues ao Francisco Branquinho, o vídeo ao Ricardo Calado e a música ao DJ Frechaut.