Quem era eu sem ti

Casamento da Rita Mimoso e do Tomás

Não me lembro ao certo do primeiro TikTok que vi da Rita e do Tomás, mas tenho a certeza de que envolvia muito sentido de humor e algumas palermices de dois jovens emigrados a viver na Suíça – e foi assim que me conquistaram, em 2024. A história dos dois, no entanto, começou muito antes: conheceram-se em 2015, em Soltroia, onde ambos passam férias desde sempre, embora o primeiro encontro só tenha acontecido seis anos mais tarde, em 2021.

Entretanto, conheci a Rita pessoalmente e fui acompanhando alguns momentos da organização deste casamento, pelo que tenho o maior gosto em partilhá-lo. Ainda por cima, com fotografias da Maria Medici, que levou como segunda fotógrafa a Noivas com Grão, ambas recomendadas no Diretório de Fornecedores Chez Godias.

Uma curiosidade sobre este casamento é que a Rita e o Tomás trocaram não apenas um, mas dois apelidos, passando a ser a família Ferreira Mimoso Delerue Frischknecht, o que surpreendeu toda a família quando foram ao registo oficializar o casamento, na véspera da grande festa.

A Rita elegeu a equipa da AMÊ Beauty, que utilizou produtos da Lancôme para a maquilhagem e peças de alta joalharia da Fiorire no penteado.

Durante os preparativos, a Rita utilizou o conjunto Gisele, da marca espanhola Serên Collection.

“As joias eram todas da Fiorire, de alta joalharia. Foram meses de preparação e decisão para perceber o que encaixava com o vestido. Fizemos três transições de joias diferentes: uma peça de cabelo mais clássica para a cerimónia, em conjunto com uns brincos; três peças de cabelo coloridas, em conjunto com outros brincos, para o cocktail, e terminei com um choker e brincos para a festa, já com o cabelo solto. Foi um longo processo, mas no final foi tudo o que eu idealizei.”

O anel de noivado foi comprado pelo Tomás na Suarez, em Lisboa, e as alianças foram mandadas fazer com ouro derretido.

A Rita escolheu fazer o vestido com a Pureza Mello Breyner, atelier que percebeu ser o certo logo na primeira visita. Para a cerimónia, o cocktail e o jantar, usou um vestido pensado a partir de uma ideia que já tinha bem definida: uma peça intemporal, de inspiração vintage e feita com tecidos delicados, mudando apenas as joias ao longo do dia. O vestido era composto por duas partes: um forro de comprimento midi e uma capa com corpete, mangas balão e uma cauda.

Já para a festa, motivada por ideias da Pureza, a Rita trocou para um segundo vestido, coberto de espelhos, pensado para dançar pela noite dentro.

A Rita escolheu dois pares de sapatos da Zilian. Para a cerimónia, usou um modelo de salto alto, inspirado noutro par da marca que já tinha sem salto. Mais tarde, trocou para umas sabrinas criadas de raiz. Curiosamente, a Rita tem uma ligação antiga à marca e à sua fundadora, Madalena, tendo sido modelo de noiva da Zilian por duas ocasiões, razão pela qual dizia, há vários anos, que quando chegasse o dia do casamento seria com sapatos da marca.

O Tomás usou um fato feito à medida no Alphaiate, que conjugou com uns sapatos castanhos da Citadin Shoes.

A cerimónia e o copo-d’água realizaram-se na Quinta de São Tadeu, o segundo espaço que os noivos visitaram durante a procura. Desde o início, a Rita e o Tomás queriam um espaço onde fosse possível passar o fim de semana com a família e alguns amigos. O facto de terem alojamento permitiu que muitos convidados permanecessem na quinta e, no dia seguinte ao casamento, todos se voltassem a reunir para um brunch.

A Rita chegou ao local da cerimónia de braço dado com o pai, ao som da versão instrumental de “Can’t Help Falling in Love”, de Alan Ng, e entrou na cerimónia pela mão do Tomás, com um arranjo para orquestra de “I Have a Dream”, de C. Davis.

Durante a cerimónia, antes da troca das alianças, estas passaram pelas mãos dos avós dos noivos para serem “abençoadas”.

⁠⁠A cerimónia foi orientada pelos irmãos mais novos da Rita e do Tomás, o Diogo e a Madalena, respetivamente. Para além dos votos dos noivos, houve discursos, de tema completamente livre, que ficaram a cargo dos amigos Margarida e Henrique, dos pais de ambos e dos irmãos mais velhos, Sofia e Miguel.

“O irmão do Tomás surpreendeu-nos com uma música escrita e cantada por ele e foi um sucesso. Em vez de ler um discurso, fez um rap que ainda hoje não nos sai da cabeça. Foi um dos momentos mais marcantes da cerimónia.”

No cocktail, contaram com o saxofonista Nuno Rizzo e à noite com o DJ Xico Discos.

À entrada do jantar, os convidados encontravam um “Dicionário de Mesas”, inspirado em expressões da relação da Rita e do Tomás, com uma descrição para cada uma delas.

Passo a citar alguns exemplos:

Ganda Dupla: Expressão eternizada pela mãe do Tomás, aka Chu, num daqueles momentos espontâneos que a caracterizam. Durante um almoço de família em casa dos pais do Tomás, virou-se do nada para nós e disse: “epá, vocês fazem uma ganda dupla”. A frase ficou imediatamente gravada no nosso léxico oficial. Desde então, é usada sempre que tomamos boas decisões juntos, quando alguma coisa corre bem, quando entramos em modo cúmplice para gozar com alguém ou simplesmente quando percebemos que funcionamos mesmo bem em equipa. Porque no final do dia, acima de tudo, somos mesmo uma GANDA DUPLA.”

Buganvília: Expressão que usamos um com o outro para anunciar que está na hora de ir embora. Tudo começou com um simples “buga”, dito na brincadeira sempre que um de nós queria sair de algum sítio. Com o tempo, a expressão evoluiu para “Buganvília”, inspirada nas férias nos Açores, em 2022 e no hotel onde ficámos em São Jorge: Cantinho das Buganvílias. Desde então, passou a ser a nossa forma oficial de dizer “está na hora de irmos embora”.”

Abandonadora Profissional: Uma expressão que o Tomás usa sempre que sente que a Rita o está a “abandonar” em alguma missão da vida. Tudo começou quando, por vezes, a Rita ficava mais alguns dias em Lisboa e não regressava logo com o Tomás para a Suíça. A partir daí, nasceu oficialmente o título de “abandonadora profissional”. Hoje em dia, a expressão já é usada para absolutamente tudo: desde não voltar para a Suíça no mesmo voo, até não acompanhar o Tomás numa tarefa qualquer, numa ida ao supermercado ou noutra missão aleatória do dia-a-dia. Basta a Rita não alinhar em alguma coisa para o Tomás lançar imediatamente, e de forma extremamente dramática, o clássico “pois, és uma abandonadora profissional”.”

A coordenação do casamento, bem como a decoração, ficaram a cargo da Amor e Lima, enquanto o catering foi assegurado pela Prime. Nas mesas, cada convidado tinha uma argola de tecido, com o respetivo nome, da Mariaida Home.

“Tivemos torre de Espresso Martini em vez de bolo. Escolhemos a música “Quem era eu sem ti”, do Tony Carreira, para este momento para fazer um paralelismo com a nossa vida de emigrante. Chegámos a ir a um concerto dele em Genebra e foi inesquecível.”

O vídeo ficou a cardo do Ricardo Calado e a criação de conteúdos da Aesthe Moments.

Para terminar, deixo-vos mais algumas fotografias bonitas e o conselho da Rita e do Tomás para quem estiver a organizar o seu grande dia: “Tenham calma e paciência na escolha dos fornecedores, tudo vai parecer urgente e de última hora. É de facto um grande investimento, mas pela nossa experiência vale cada cêntimo.”

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