Vestidos de três gerações

Casamento da Constança e do Nuno

A Constança e o Nuno conheceram-se numa festa em Lisboa, apresentados pelo melhor amigo do Nuno, o Tomás, que viria a ser padrinho do casal. Nessa mesma noite, em jeito de brincadeira e como quem parecia adivinhar o que viria a acontecer, o Tomás convidou a Constança para o seu casamento. O convite acabou mesmo por se concretizar, uma vez que a Constança esteve presente, já como namorada do Nuno.

A noiva preparou-se juntamente com alguma família próxima e com as madrinhas, utilizando um conjunto da Sêren Collection e uns sapatos da HM. Para o cabelo e maquilhagem, elegeu a AMÊ Beauty – “Duraram até ao dia seguinte! Uma equipa incrível!”

O anel de noivado foi desenhado pelo Nuno com a Joalharia Miguel Vaz d’Almada, no Porto, e as alianças foram feitas pelos noivos com ouro de família e, no dia, transportadas numa salva utilizada nos casamentos da avó e da mãe da noiva.

A Constança escolheu sapatos encarnados da Hune, uma marca espanhola, e uns brincos Paulet, oferecidos pela sua avó. O ramo ficou a cargo da Magdala e foi rematado com uma fita feita a partir do tecido do vestido de casamento da avó, que a própria bordou com a data do casamento a azul, o que acabou por ser o seu something blue.

Para diferentes momentos, a Constança utilizou vestidos de três gerações diferentes: o primeiro vestido, utilzado na véspera do casamento, pertencia à avó e o único ajuste necessário foi cortar a cauda.

O segundo vestido, que utilizou desde a cerimónia até ao jantar, foi desenhado pela Wheat and Rose – “Escolhi a Maria porque, após a primeira visita, senti que quem estava a fazer o vestido quase parecia uma amiga, que me ouviu, ficou tão entusiasmada quanto eu com as minhas inspirações e demonstrou que se iria esforçar para que o vestido refletisse ao máximo a minha personalidade. A Maria soube dar vida às minhas ideias, aprofundá-las e melhorá-las.”

Para o terceiro vestido, feito para a parte da festa, foi utilizado tecido do vestido da mãe – “acho que ter utilizado o vestido da minha avó e da minha mãe foi uma forma de trazer dois casamentos tão importantes para um dia mesmo especial.”

A cerimónia realizou-se na Igreja do Cabo Espichel, depois de, na quinta-feira anterior ao casamento, os noivos terem sido informados de que a Igreja de Nossa Senhora do Castelo de Sesimbra, na qual tinham imaginado a cerimónia durante um ano, teria de encerrar devido ao risco elevado de incêndio. Com a ajuda da equipa de decoração, reorganizaram tudo em apenas um dia. O coro esteve a cargo da Carmo Viana e, para a entrada da noiva, escolheram “Leaveyourlove”, dos Parcels com a Maro.

O Nuno usou um fato feito à medida na San Giorgio, na Graça, o mesmo sítio onde o pai tinha feito o seu fato de casamento 34 anos antes. Completou com sapatos Citadin, gravata Wicket Jones e botões de punho Carolina Herrera.

As meninas das alianças levaram roupa Dona Carmen e sapatos Pisamonas.

Durante o cocktail, os noivos contaram com o DJ Claudette Records, a tocar apenas discos de vinil.

Entre as madrinhas, estavam a Joana e a Mariana, da Gloosy Team, a Bé da história Búzios da Sorte, a Beatriz – primeira noiva que publiquei no Chez Godias – da história O vestido da Beatriz e a nossa amiga Rita, cujo casamento espero publicar, no máximo, até 2028 (mas sem pressão, Kiko).

O catering ficou a cargo da Prime Catering, que garantiu “comida maravilhosa e que toda a gente fala”. A decoração foi da Organizza, que deu vida às ideias reunidas pela Constança no seu moodboard, enquanto o estacionário foi criado pela Maria Torres Graphic, irmã do Nuno, a partir das referências que a Constança lhe mostrou e às quais a Maria acrescentou várias ideias criativas.

Ao trocar para o vestido em que a Wheat and Rose incorporou tecido do vestido da mãe, a Constança trocou também para uns brincos da marca espanhola Macabla e uns sapatos dourados da Mango.

Para o bolo, os noivos escolheram um tiramisu gigante, que foi polvilhado com cacau e servido aos convidados em copos de cocktail.

Para abrir a pista, que depois ficou a cargo do Djhony, os noivos elegeram “At Last”, de Etta James. A Constança e o Nuno destacam as madrinhas e os padrinhos, que nunca saíram do seu lado e garantiram uma festa sempre animada, e os pais, que também não deixaram a pista de dança – “as pessoas que temos à nossa volta fazem o dia”.

As fotografias analógicas são das Noivas com Grão.

Como conselho para quem está em fase de planeamento do próprio casamento, a Constança e o Nuno consideram importante estabelecer prioridades e orçamentos, reconhecendo que é natural terem gostos e prioridades diferentes. No processo, falaram sobre o que era mais importante para cada um e utilizaram essas prioridades para dividir tarefas. Destacam ainda a importância de ter consciência de que algumas coisas podem não correr exatamente como planeado e gerar ansiedade, mas que, no dia, os noivos acabam por nem se aperceber.

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