A caixa de 1950 

Casamento da Margarida e do Federico em Évora

A Margarida e o Federico conheceram-se através de amigos em comum e celebraram o seu casamento em abril deste ano numa das minhas cidades preferidas, em Évora, no hotel do Convento do Espinheiro, num casamento simples, muito íntimo e que refletiu a personalidade dos noivos. Devido à relação especial que têm com o Alentejo e aos muitos convidados que vieram do estrangeiro para a ocasião, os noivos procuraram um local onde estes pudessem ter uma experiência única, com muitos locais para visitar e outras atividades para se entreterem.

Quando perguntei quem tinha desenhado o vestido, a resposta da Margarida foi “Susana Agostinho, porque sabe ler as noivas como ninguém, faz vestidos para quem os veste.”

A Margarida visitou o atelier da Susana com uma caixa de 1950, onde levava o vestido de noiva da avó Bárbara, em devorê de seda, com o objetivo de reutilizá-lo e integrá-lo no seu próprio vestido de noiva. 

“O que a Susana Agostinho fez foi uma verdadeira obra de arte. Numa primeira análise rapidamente percebeu que o tecido estava muito frágil e se podia rasgar com um simples puxar de linha. Foi com toda a dedicação e amor que descoseu a saia pela cintura, sem que esta se desintegrasse, e dela fez a cauda removível do meu vestido.”

“Aproveitamos partes de tecido para formar o drapeado do corpete, criando um entrelaçado perfeito que me esculpiu o corpo entre o novo e o antigo. O decote em V a cair da metade dos ombros, o corpo a terminar aos bicos e a saia feita de panos soltos, compuseram o resto da “obra de arte” (como a Susana, a Margarida e a Natália lhe chamaram desde o início).

Um vestido perfeito para mim, que era a minha cara, cheio de significado e com uma mestria incrível que sei que os apreciadores de moda, como eu entenderão.”

Quanto a acessórios, a Margarida levou um pendente oferecido pela mãe quando ficou noiva, uns brincos, oferecidos por uma tia, que pertenciam à avó materna, uma peça de cabeça com assinatura da Susana Agostinho, alianças da ourivesaria Tavares e sapatos do atelier Rui Branco

O ramo com flores brancas foi feito pela Catarina Sampaio Soares.

A noiva foi maquilhada pela Tânia Doce e penteada pela Inês Antunes.  

As meninas levaram um vestido d’Os Patinhos e uns aventais feitos pela noiva e os meninos levaram um conjunto de camisa e jardineiras da Pó de Talco.

O Federico levou um fato Rosa & Teixeira.

A cerimónia, na igreja do Convento do Espinheiro, foi acompanhada por Cante Alentejano, pelo grupo Cantadores do Alentejo, aos quais ninguém ficou indiferente e cuja atuação se estendeu para o cocktail.

A equipa do Convento do Espinheiro tratou do catering e a Eduarda Cachada, que pertence à equipa, deu um apoio incansável aos noivos no planeamento do grande dia.

Utilizando os tons branco, amarelo e verde, a Decoflorália tratou da decoração das mesas e do espaço, deixando a sala de jantar do Convento irreconhecível. O estacionário ficou a cargo da noiva.

A festa foi animada pelo DJ Tomás Barradas.

As fotografias foram tiradas pelo Afonso Moreira Pires e o vídeo ficou a cargo dos LSM

A Margarida é uma profissional versátil, com formação em design de moda e jornalismo, e uma década de experiência como jornalista de moda e beleza, tendo sido editora online da ELLE Portugal. Após o encerramento da revista durante a pandemia, reinventou-se como Assessora de Imprensa para várias marcas, gerindo relações com a imprensa e influencers. Este ano, lançou o Allu Atelier, uma marca de aluguer de tocados e acessórios de festa, que vos convidado desde já a seguir.

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