
Antes de irmos para Itália, vamos passar por Vilamoura, onde estes noivos se conheceram, com apenas 15 anos, no momento em que um amigo do António se lembrou de apertar os sapatos na marina para ter uma desculpa para meter conversa com a Madalena e uma amiga e conseguiu – “Nessa noite, o António deu-me uma Fita do Senhor do Bonfim que tinha no pulso e essa pulseira caiu exatamente um ano depois, quando estávamos na casa dele em Vilamoura (prometo!)”

Juntos há quase 14 anos, a Madalena e o António decidiram que o seu dia teria de ser íntimo, personalizado e vivido apenas com as pessoas que fazem parte da sua vida diária.
Itália foi a escolha natural para celebrar o casamento, uma vez que Roma tinha sido a primeira viagem que fizeram juntos pela Europa e o país tornou-se destino recorrente dos seus passeios, ao ponto de quase se mudarem para lá em 2022. Assim que ficaram noivos, começaram uma verdadeira maratona de pesquisa, enviando pedidos de orçamento para praticamente todas as quintas italianas que surgiam no Google e que se enquadravam na visão que tinham para o grande dia. Ajudados por uma noiva americana que encontraram no tiktok, escolheram a Casale de Pasquinelli, na Toscana, para o grande dia!


Como escolheram um espaço que albergava 40 pessoas, os noivos organizaram eventos ao longo de três dias, a começar por um jantar de boas vindas com pizzas caseiras feitas no forno a lenha da quinta.





No dia do casamento, os noivos foram discretamente à conservatória – para não tirar enfâse à cerimónia simbólica – logo pela manhã. Quando regressaram à quinta, ainda tiveram tempo para dar um mergulho com os amigos, até que as madrinhas lembraram a Madalena que estava na hora de se começar a preparar.


Depois de receber várias propostas que ultrapassavam largamente o orçamento definido para maquilhagem e penteado, a Madalena aceitou ajuda de duas amigas: a Matilde – que trabalha numa agência de publicidade – e a Mafalda – que é advogada. A primeira já tinha maquilhado uma noiva, a sua própria mãe, e fez dois ensaios em Portugal para testar o penteado e o toucado. A segunda, para além do seu talento, contou com a ajuda da amiga e maquilhadora Sofia Linguiça, que se voluntariou para maquilhar a noiva, explicando passo a passo à Mafalda e deixando tudo registado em vídeo para que no dia fosse “só” reproduzir.


“Para além do trabalho incrível feito pelas três (Matilde, Mafalda e Sofia) totalmente de graça, tive a sorte de estar a ser arranjada por duas grandes amigas, ou seja, sempre confortável, sempre divertida, sempre emocionada!”


A Madalena elegeu uns sapatos feitos à medida pela Zilian, uns brincos M de Paulet oferecidos pela avó e um toucado da Cata Vassalo, emprestado pela prima, que também é sua afilhada e madrinha de casamento.


Na véspera da viagem em que ficaram noivos, o António comprou o anel de noivado na loja Luiz Ferreira, no Porto.

Já as alianças foram feitas em conjunto pelos noivos com a ajuda da Sofia Canas da Mota – “Recomendamos 1000 % para quem gosta de pôr mãos à obra!”

Com “flores silvestres, hortênsias brancas, verdes e azuis claras, lisianthus cor-de-rosa, dálias pêssego e amarelas”, o ramo da noiva, em torno do qual levou fotografias dos avós, foi feito pela Wedding and Co, o serviço de wedding planning oferecido pela quinta.



O Mima Atelier, um projeto de mãe e filha, ficou responsável por dar uma nova vida ao vestido de noiva que a mãe da Madalena tinha usado há trinta e dois anos.


A verdade é que a Madalena nunca se imaginou a casar com o vestido da mãe, mas, em jeito de brincadeira, a mãe foi buscá-lo e, ao experimentá-lo, quis imediatamente dar uma segunda vida a esta peça – o que exigiu a transformação de um vestido de janeiro para um de junho.



O António levou um fato feito à medida, com o casaco forrado dentro do tema de Itália, com imagens em sépia do Coliseu e vespas. Para complementar, usou uns sapatos da Citadin, botões de punho da Mr. Blue e um Tissot oferecido pela noiva.





A cerimónia simbólica e íntima, com apenas 56 convidados, foi orientada pelo amigo Martim.



A Madalena entrou de braço dado com ambos os pais ao som de “To Build a Home”, da Cinematic Orchestra.


Para além de organizar o casamento, a Wedding and Co também ficou encarregue do catering e da decoração – “O Gabriele, a Francesca e a Sara são um trio de super heróis, mesmo! O Gabriele (dono do Casale) trata da parte mais financeira e de preocupações dos noivos. A Francesca, por ter maior disponibilidade, trata da organização até ao dia e a Sara é responsável pelas decorações do evento.”



Durante o cocktail, o Matteo Biancalani entreteve os convidados com o saxofone.





O estacionário foi feito pela própria noiva, que apesar de contrastar com a sua profissão – advogada – adora trabalhos manuais.











Para o bolo, os noivos serviram tiramisu em copos de champanhe.



Para registar o casamento, os noivos levaram até Itália dois fornecedores portugueses: o Afonso Castella, que tirou fotografias digitais e analógicas, e o Nuno Sousa, que tratou do vídeo.

“Nunca nos imaginei a ser o casal que fazia aulas de dança, mas quando o tempo apertou e percebemos que não sabíamos nem fazer uma voltinha recomendaram-nos a Andreia Costa e todas as aulas e planeamento acabaram por ser das memórias mais felizes.”

Apesar de terem ponderado levar também um DJ de Portugal – por compreender o espírito da festa a que estamos habituados -, os custos envolvidos ultrapassavam o valor estipulado. Foi então que os wedding planners forneceram uma lista de profissionais da área e os noivos chegaram até ao Daniele. Para além disso, um grande amigo dos noivos acabou por trocar algumas vezes com o DJ durante a festa.


E sabem o que tem mesmo graça acerca deste casal e deste casamento? O António é piloto e a Madalena tem “um medo absoluto de voar”. Mas, ainda assim, levaram família e amigos até Itália, transformando a viagem e os dias passados na Toscana numa memória inesquecível – prova de que, quando se trata de celebrar o amor, todos embarcam sem hesitar.



