


A Sara e o António conheciam-se há vários anos através de amigos em comum, mas só mais tarde, já com 23 e 25 anos, respetivamente, coincidiram num lanche em Lisboa. Nesse mesmo fim de semana, decidiram ir de carro até Coimbra, cidade de ambos, numa viagem em que, segundo a Sara, conversaram sobre tudo. Pouco tempo depois, o António regressou a Roma, onde estava a trabalhar, e, cerca de um mês mais tarde, convidou a Sara para se juntar a ele numa viagem de carro até Lisboa, numa altura em que planeava regressar definitivamente a Portugal. Apesar de se terem encontrado apenas duas ou três vezes, a Sara aceitou o convite e viajou até Roma, dando início a um percurso de uma semana por várias cidades, incluindo Florença, Cinque Terre, Mónaco, Andorra e Madrid, até chegarem a Lisboa, onde o António fez o pedido de namoro.

Para a maquilhagem e o cabelo, a Sara escolheu a Beauty Call.


A noiva levou uns sapatos da marca Ynesuelves, de Madrid, que já tinha em mente desde o início, tendo viajado propositadamente até à cidade para os experimentar. Os brincos da marca Paulet foram oferecidos pelo António nessa mesma viagem, mesmo sem os ver ao vivo. No véu, utilizou um gancho que pertenceu à sua bisavó Alice, uma peça antiga de família.


O ramo foi feito pela Arte & Flor e incluía predominantemente dálias em tons de branco, verde e rosa. A Sara teve dois ramos: o bouquet e outro que deixou junto de uma imagem de Nossa Senhora, durante a missa. Uma das madrinhas ofereceu-lhe ainda uma fita com um santinho para colocar à volta do bouquet.

O vestido da Sara foi feito na Plissê, atelier cujas propostas já acompanhava e que reunia algumas das características que procurava, nomeadamente a variedade de tecidos e bordados. A proximidade do atelier, em Lisboa, facilitou todo o processo, permitindo-lhe acompanhar o processo de perto.




Ao longo das provas, fez questão de ter presentes a mãe e a sogra, por confiar no seu gosto e por saber que procurava um resultado clássico. Em diferentes momentos, convidou também as madrinhas a acompanhar o processo, distribuindo as provas entre elas, “o que permitia que cada uma desse a sua opinião numa parte do vestido e experienciassem as provas do vestido, mas ao mesmo tempo só lhes foi revelado o “resultado final” no dia do casamento”.








A cerimónia realizou-se na Sé Velha de Coimbra, uma igreja onde tinham casado vários familiares dos noivos e que é património mundial da UNESCO.


“O momento de entrada na igreja foi dos mais bonitos para mim. Limitei-me a olhar só para o António durante todo o caminho para o altar e abstrair-me de tudo o resto, não olhei para mais ninguém. E efetivamente é uma imagem muito bonita que me ficou gravada de uma maneira muito forte – é um momento que nunca mais se repete na vida e a concretização de um sonho.”


A missa foi preparada em conjunto com o Padre Duarte Rosado, amigo do casal, com o objetivo de que cada momento refletisse o significado do matrimónio e da vida a dois que se iniciava. Entre os diferentes momentos da celebração, destacaram a leitura da oração dos fiéis, que foi preparada e lida por ambos. A cerimónia contou com o Coro da Capela da Universidade de Coimbra.


A noiva levou na mão dois fios de ouro entrelaçados: um que o avô usava diariamente e outro que lhe tinha sido oferecido por ele e que a Sara também usa todos os dias.



As alianças foram transportadas num prato de prata oferecido à mãe da noiva pela bisavó Luísa, aquando do seu nascimento. As alianças foram feitas numa ourivesaria em Coimbra, a Atena, e oferecidas pelos padrinhos do António.



“Uma memória que vai ficar para sempre é o momento em que saímos da igreja, já casados, com toda a nossa família e amigos felizes por nós, prontos para festejar este dia. É um momento arrepiante – o começo do melhor caminho da nossa vida.”

Os noivos elegeram o Convento de Sandelgas para o copo-d’água e a Taipa para servir o catering.



No cocktail, contaram com uma banda brasileira, escolha ligada às várias viagens que fizeram ao Brasil.



Uma vez que o casamento foi em junho, a ligação aos Santos Populares esteve presente na identidade do mesmo, com cada mesa a receber o nome de um santo, acompanhado por uma quadra popular escrita pelos noivos. O estacionário foi idealizado pelo casal e desenvolvido por uma das madrinhas, Joana Simões. Como lembrança, foram oferecidos manjericos e mantas, tendo em conta que o jantar decorreu ao ar livre.








“Ao contrário do que é comum, eu e o António não entrámos com música nem com nenhum tipo de animação no jantar. Deixámos que a música do cocktail terminasse e lentamente os convidados foram-se sentando no jantar. Depois de estarem todos sentados, eu e o António discursámos cada um e agradecemos a todos por estarem presentes connosco neste dia. Pudemos também recordar os nossos avôs e as pessoas queridas que já não estão entre nós, mas que tanto gostariam de nos ver a casar.”



Para o jantar, as madrinhas e os padrinhos organizaram uma dinâmica em que cada mesa tinha associada uma música e, sempre que essa música tocava, os noivos dirigiam-se até lá para fazer um brinde. Segundo os noivos, esta solução permitiu que estivessem com todos os convidados de forma mais descontraída, havendo momentos em que a reação foi particularmente entusiasta: “um dos grupos chegou a levantar a mesa e a rodar à volta da mesa com a mesa levantada”.




“Tanto a primeira dança com o meu pai como com o António não foram treinadas. No dia anterior à noite, fomos jantar com os nossos pais e literalmente ensaiei com eles durante dez segundos na rua – os dois com pouco jeito para a coisa. Decidimos que dançaríamos o que saísse no momento e acabou por ser algo tão natural e especial que se tornou um dos meus momentos preferidos.”


Para as fotografias, os noivos elegeram o António Noronha, um nome destacado no Diretório de Fornecedores Chez Godias.