Quatro horas por flor

Casamento da Sofia e do Diogo em Alcochete

A Sofia e o Diogo conheceram-se no Rock in Rio, enquanto ambos trabalhavam na zona VIP – ela sozinha no bengaleiro e ele em visitas constantes para carregar o telemóvel.

Para o cabelo, a noiva elegeu a Cátia de Brito e, para a maquilhagem, a Liliana Peres.

Quanto aos acessórios, levou uns brincos de ouro branco e pérolas, oferecidos pela tia paterna, e uma pulseira de ouro oferecida no batizado pela madrinha.

O anel de noivado foi feito por uma joalheira sueca, Philippa Davin, e as alianças foram compradas na Ourivesaria Coimbra, em Campo de Ourique.

Depois de experimentar vários vestidos em lojas e ateliers, a Sofia percebeu que nenhuma das opções a fazia sentir-se verdadeiramente ligada à escolha. A solução acabou por surgir em família, quando a mãe se lembrou de uma peça bordada e rendada pela bisavó da noiva, com quem a Sofia manteve uma relação muito próxima até aos 23 anos. O bordado central dessa peça era perfeito para o decote do vestido e a continuidade da renda foi aproveitada para a parte de trás.

O desafio foi entregue ao estilista Nuno Velez, conhecido da mãe da noiva e com um percurso marcado pela alta-costura e pela moda nacional. “O Nuno desenhou duas versões até que chegássemos ao meu vestido de sonho”. O resultado combinava a renda e o bordado da bisavó na parte superior com uma saia em crepe e musselina de seda, complementada por uma cauda e um véu com história, o mesmo que a avó materna usou há 58 anos.

Relativamente ao ramo (um dos mais originais que já vi), a Sofia queria algo único e colorido, feito por si. Inspirada por uma flor de missangas que viu no Pinterest, criou oito flores à mão, que depois combinou com algumas flores naturais usadas também na decoração do jantar – cada flor demorou cerca de quatro horas.

O Diogo preparou-se no Palácio de Rio Frio, onde viria a ser o copo-d’água. Ao fraque, juntou uns sapatos Citadin, uma gravata It Tamarindo, uns botões de punho em ouro e um Zenith de 1982, oferecido pela noiva como presente de casamento.

A cerimónia religiosa teve lugar na Igreja Matriz de Alcochete, com ligações à família do noivo.

A aguarela dos missais foi desenhada pela Vera, irmã do noivo.

A voz principal do coro foi da Sara, irmã da Sofia e da Xina, prima do Diogo. Também fizeram parte o Dinis Lagos, na guitarra portuguesa, o Tomás Estrela, na guitarra clássica, e a sua mulher, que integrou o coro.

O copo-d’água teve lugar no Palácio de Rio Frio, a herdade da família do Diogo. Um lugar cheio de significado, onde apenas se celebram casamentos da família. O palácio está impecavelmente preservado e os jardins são cuidados com enorme dedicação pela avó do noivo. “Tem espaços lindíssimos e únicos, o que nos permitiu ser originais, fazer as coisas à nossa maneira e preparar o casamento consoante o nosso gosto, pois os espaços são versáteis.”

A organização ficou a cargo do Diogo, habituado a gerir eventos, com o apoio da equipa da Com Sentido para facilitar a logística do dia. A Sofia tratou de todo o design, desde save the date, convites, menus, site e seating plan e a mãe do Diogo teve também um papel fundamental na decoração e preparação, fruto da sua experiência e ótimo gosto, conforme me contaram os noivos.

O catering ficou a cargo da Prime e as flores d’O Raminho.

No final do cocktail, durante o qual atuaram os Deixa Rolá, em vez do momento tradicional do bolo, os noivos serviram flutes de sorbet de limão com vodka.

Ao chegar ao jantar, cada convidado foi surpreendido com a lembrança dos noivos: um lenço desenhado pela Sofia, com vários elementos alusivos à relação. 

À noite, a música ficou a cargo do DJ Ximpa.

Para as fotografias, elegeram a Maria Ana Mendonça e, para o vídeo, os Action by Póstis.

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