Um pequeno papel

Casamento da Laura e do John em Redondo

“Tudo começou com um pequeno papel, uma boa dose de coragem e um canadiano sentado sozinho ao sol de Madrid.” – A Laura e o John conheceram-se no IE, em Madrid, quando a Laura decidiu aproximar-se de um estudante canadiano que estava sentado sozinho no pátio da universidade e lhe entregou um papel com o seu número, dizendo apenas: “Alguém deixou isto aqui para ti.” No dia seguinte, o John convidou-a para jantar e aquele que seria apenas um encontro acabou por se prolongar durante quase dez horas. Pouco tempo depois, iniciaram uma relação à distância durante alguns meses, até o John se mudar para a Irlanda, onde a Laura vivia na altura. Desde então, construíram uma vida em conjunto e tiveram uma filha, a Josephine.

A noiva levou uma gargantilha e umas pérolas da Fiorire e usou, com o primeiro vestido, uns sapatos Manolo Blahnik, modelo Hangisi, em azul-claro, oferecidos pela mãe, que foram o seu something blue. Com o segundo vestido, utilizou uns Dolce & Gabbana “Vally” Mary Jane em veludo, adornados com rosas, cristais e tachas.

“A maquilhagem foi super especial porque foi feita por uma grande amiga minha, a Carlota, que é absolutamente incrível a maquilhar e utilizou apenas produtos da marca onde trabalha, a Sisley.”

A Laura ponderou mandar fazer um vestido por medida, mas, por viver fora de Portugal, considerou que o processo de provas seria mais difícil de acompanhar. Encontrou o vestido na primeira visita à Pronovias – foi o segundo que experimentou e, posteriormente, personalizou-o acrescentando umas alças.

O John usou uma versão contemporânea do fraque tradicional, feita pela Rosa & Teixeira. Como acessórios, levou uns botões de punho oferecidos pela Laura e reutilizou os sapatos que tinha comprado no ano anterior para o casamento de dois amigos próximos, a Leonor e o Adolfo. Por admirarem muito a relação do casal, decidiram que voltar a usar os sapatos poderia ser um bom presságio para o seu casamento.

A Jo, filha do casal, levou um vestido desenhado pela mãe, feito na Pano Branco, e uns sapatos da Piedáterre comprados em Veneza.

O estacionário foi totalmente desenvolvido pela noiva, desde convites e missais até ao seating plan e menus – “Adoro desenhar e foi uma forma muito gira de pôr um pouco de mim neste dia tão especial”. Caso tenham interesse, podem entrar em contacto com a Laura através da nova conta que criou para ajudar outros casais: @maison_de_fable.

A cerimónia realizou-se na Igreja Matriz do Redondo, escolhida pela proximidade ao local do copo-d’água, e foi acompanhada pelo coro Mil e Uma Vozes. A entrada da noiva fez-se ao som de “Avé Maria”.

“A organização ficou a cargo da Tudo é Festa, em especial da incansável e inacreditável Maria Martinho, que não poderíamos recomendar mais.”

O material do casamento da Laura e do John foi alugado à Tudo é Festa, nomeadamente os elementos das mesas e do cocktail. O conceito e o styling ficaram a cargo da Vendela que, em conjunto com a noiva, desenvolveu uma proposta que privilegiava os elementos originais do convento, acrescentando apontamentos de flores em diferentes espaços, como a estátua do anjo na fonte e os grandes potes de barro do cocktail. Entre os vários elementos idealizados, destacou-se ainda o buffet montado em torno da fonte, com uma toalha drapeada, bem como o styling das estações de ostras, presunto e queijos.

A mãe da noiva utilizou um vestido cor-de-rosa com assinatura João Rôlo.

Os noivos entraram no claustro onde realizaram o jantar ao som de “Good Luck, Babe!”, de Chappell Roan. Para a primeira dança e para o momento do corte do bolo, elegeram, respetivamente, “I’m on Fire”, de Bruce Springsteen e “Junk of the Heart”, de The Kooks.

O catering ficou a cargo do hotel, que serviu um jantar de inspiração tradicional portuguesa. Durante a prova, os noivos pediram que a equipa preparasse aquilo que melhor sabia fazer, optando por pratos como bochechas de porco com migas de tomate e sopa de tomate com ovo escalfado. O bolo foi criado pela Sandra, da Migalha Doce, a partir de uma ideia desenvolvida em conjunto com a Laura. O resultado foi um bolo inspirado num ovo de Fabergé verde, integrando o gosto da noiva por cor e por detalhes exuberantes e inesperados.

“Foi incrível ter todas as nossas pessoas preferidas no mundo inteiro no mesmo sítio, durante o fim de semana, e uma parte muito gira foi ter convidados a ligar depois do casamento a pedir números de telefone de amigos do John e vice-versa. As pessoas conseguiram de facto conhecer-se e aproveitámos imenso.”

“A nossa banda veio da Madeira (de onde eu também sou) e o António, um dos vocalistas chamou-nos imenso à atenção. Nós ouvimo-lo e decidimos que tinha de ser ele a cantar no nosso casamento. A partir daí descobrimos a voz absolutamente angelical da mãe dele, a Lidiane, que é brasileira, e a da Júlia. A banda acabou por ter oito elementos e fez o nosso casamento inteiro, desde a minha entrada na cerimónia até ao corte do bolo.”

O terceiro e último vestido da noiva era um Simkhai Valentina, adquirido na Farfetch.

Para a fotografia, para além das analógicas tiradas pelos amigos, os noivos contaram com a italiana Valéria Pitarresi, cujo trabalho descobriram no Instagram. Depois de a conhecerem numa chamada, souberam que um dos seus sonhos era fotografar um casamento no Alentejo, região onde passa férias todos os anos com a família. O vídeo ficou a cargo da escocesa Anna Dunlop, que trabalha em formato Super 8.

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