Vestido, blusa e véu-choker

Casamento da Vanessa e do Salvador em Alcácer do Sal

“Conhecemo-nos no fim de 2021, e entre horas infinitas de trocas de mensagens e os primeiros encontros, rapidamente percebemos que estávamos a viver algo de muito especial.” – contou-me a noiva, a fundadora da Indi Lisbon – uma marca ideal para vestidos de convidadas.

A Vanessa visitou o atelier da Plissê sabendo o que não queria,  algumas  inspirações e três conceitos que considerou essenciais: ser simples, elegante e intemporal. Preferia até que, na dúvida, o vestido tivesse um ar mais vintage do que moderno! 

O processo de meses resultou em três peças: um vestido, uma blusa com mangas abaloadas e um véu-choker. 

“Tinha vários ateliers marcados. A primeira marcação foi na Plissê. Gostei tanto do primeiro contacto que já não fui visitar mais nenhum.”

Durante os preparativos, para além de um roupão da Zara Home, a Vanessa utilizou uns brincos que tinham sido oferecidos à sua avó Luísa quando entrou para a primeira classe, há mais de setenta anos. Para além desta homenagem à pessoa que mais sonhava com este dia, mas que não viveu tempo suficiente para presenciá-lo, a noiva amarrou ao seu ramo uma fita de veludo com uma cruz que a avó costumava utilizar.

A noiva levou um apanhado para que o véu e os brincos ganhassem mais destaque e uma maquilhagem em tons quentes.

O anel de noivado foi comprado na Maison Simão.

A Vanessa levou uns brincos oferecidos pela mãe e uns sapatos azuis feitos da Zilian.

Algumas convidadas elegeram vestidos da Indi para a ocasião especial.

O bouquet da noiva foi feito pela própria com a ajuda de um madrinho – termo que eu desconhecia até falar com a Vanessa!

A cerimónia decorreu debaixo do maior e mais bonito sobreiro do Monte da família do noivo, que durante o ano dá lugar a muitos convívios entre família e amigos.

Os noivos pediram a um primo do Salvador para assumir o cargo de mestre de uma cerimónia simbólica e íntima, após terem casado no registo civil. 

“A cerimónia foi celebrada e mediada por ele, com vários discursos de madrinhas e padrinhos pelo meio e no fim os nossos votos. Não houve quem não se tivesse emocionado. Tornou o casamento ainda mais especial e aproximou os convidados!”

Os mais pequenos levaram roupa da marca da cunhada Carlota, que faz roupinhas a pedida, a BCottony.

O copo-d’água também foi na herdade, numa zona mais apropriada para o efeito e com vista desafogada para o campo.

A M Catering ficou encarregue não só do catering, como também do mobiliário e outros utilitários como toalhas, guardanapos e pratos.

“Tenho de destacar a M Catering, que foi altamente elogiada! Tanto pelo serviço como pela comida! São espetaculares!”

Apesar de não terem contratado wedding planner, os noivos elegeram a Festamos para coordenar o dia e, também, para tratar dos arranjos florais e dos lounges.

O estacionário foi desenvolvido por um grande amigo da noiva que é designer, o Diogo Azevedo.

Para o bolo, os noivos escolheram um torre de mini merengues, também feitos pela M Catering.

As responsáveis por registar este dia foram a Maria Martins, através das fotografias digitais e analógicas, e a Sara Pinheiro, em formato vídeo.

Assim como a Teresa e o Rodrigo, também estes noivos entregaram a animação da noite ao Francisco Aires Pereira, que alinhou nas suas ideias.

Com bom gosto e escolhas simples, é possível criar um dia verdadeiramente especial. Sem recorrer a uma infinidade de fornecedores ou ideias fora da caixa, a Vanessa e o Salvador deram-nos um exemplo perfeito de como a autenticidade e os detalhes com significado pessoal fazem toda a diferença. Num cenário onde o sobreiro familiar foi o pano de fundo para as promessas mais importantes, tudo parecia estar no lugar certo – sem excessos, mas com coração.

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