Em primeiro, a amizade – Parte II

Casamento da Mafalda e do Manel

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Depois da celebração, os noivos e convidados seguiram para a Quinta de Cima – um espaço no qual nunca tinham ido a um casamento e que se adequava perfeitamente ao estilo de casamento que pretendiam. Ainda antes da pesquisa pelo espaço ideal, a Mafalda e o Manel fizeram uma primeira lista de convidados para perceber a dimensão do casamento – agruparam os convidados em must, should, could para conseguirem perceber o número mínimo e o máximo de convidados.

Durante o cocktail, os noivos contaram com uma atuação dos Sexto Dedo, uma banda de amgios da qual já são fãs há muito tempo – curiosamente, também já vos mostrei o casamento do baterista, o Ipy, com a Mariana.

Depois do cocktail, os noivos conduziram os convidados até à tenda onde seria o jantar.

Todo o estacionário, desde os missais aos marcadores de mesas, foi desenvolvido pela noiva e muito discutido com a mãe e a irmã.

Quanto à decoração, cujo resultado final ficou muito bem, acabou por exigir mais atenção do que esperavam. Embora recomendada por uma pessoa de confiança, a empresa contratada começou a levantar dúvidas com o passar do tempo. Com alguma inquietação, mas sempre com registo de tudo, os noivos mantiveram-se atentos e firmes, o que fez toda a diferença. No seu caso, correu tudo bem. Mas foi um daqueles processos que só reforça a importância de trabalhar com fornecedores em quem se confia verdadeiramente. Como disse a Mafalda: “não há mesmo nada melhor do que entregar tudo a bons fornecedores”.

O catering ficou a cargo da Taipa, empresa dos pais de uma madrinha de casamento – “Somos fãs e confiamos cegamente. Relação qualidade-preço espetacular!”

Depois de jantar, a Mafalda quis surpreender e mudar algo no seu vestido. Em conjunto com a Susana Agostinho, pensaram trocar o top, mas ficou decidido manter a fluidez e acrescentar um colar marcante. A primeira proposta, uma espécie de chocker espinhoso, não convenceu. Mas quando a Susana lhe pôs ao pescoço um colar pessoal, exagerado, até aos pés, visualizou-se ali o caminho. O resultado foi “um cocktail perfeito de missangas, brilho e tecidos”, acompanhado por um anel de tecido a condizer. 

À noite, contaram com o DJ Cross Louie para animar a pista.

As fotografias analógicas foram tiradas pelos amigos e as digitais pelo Filipe Cabreira. Quanto ao vídeo, contrataram o Sérgio Ferreira para gravar os clipes da forma mais natural possível para conseguir captar a essência do dia. No lugar de um vídeo editado com música de fundo, a Mafalda e o Manel ficaram com um conjunto de “pequenos vídeos caseiros”.

E, como sempre, pergunto aos noivos que conselhos dariam aos casais que estão a planear o seu grande dia. A Mafalda e o Manel, muito gentilmente, deixaram alguns:

  1. Tratar de tudo com tempo foi essencial. Foi a forma de garantir que fizeram tudo o que podiam e, a partir daí, confiar. “No dia temos um batalhão connosco a garantir que corre tudo bem!”
  2. Ainda assim, não fechar todos os detalhes demasiado cedo. “Gostava de ter pensado mais sobre alguns detalhes e não ter fechado tão cedo pormenores da decoração porque entretanto já se tornou muito visto.” Em nome de despachar e descomplicar, é fácil tomar decisões cedo demais, o que pode ser contraproducente para quem tem olho clínico para o detalhe. “Talvez tivesse delegado a alguém para apresentar opções para me poupar na investigação.”
  3. Investiguem bem os fornecedores e peçam referências. Tiveram um susto com a empresa de decoração e gostavam de ter pedido mais referências antes de selecionarem alguns fornecedores. 
  4. Tomem notas. Depois do casamento, a Mafalda e o Manel escreveram no telemóvel tudo o que se foram lembrando do dia, do mais simples ao mais relevante, para não deixar escapar nada da memória.
  5. Futebol? Só se for inevitável. Se não se importam com futebol, ignorem completamente – “quem importa mesmo, está presente” -, e não deixem que isso condicione o vosso dia. Se se importam… “não casem perto do fim do campeonato”.
  6. Parar para saborear. Os momentos calmos foram dos mais marcantes: “Parar no semáforo a chegar à igreja e ver duas boas amigas no carro ao lado”, “o momento com as madrinhas a compor-me e pôr o colar a cantar e dançar”, “a ida no carro da igreja para a quinta”, “a sessão fotográfica a dois”. Fugir da confusão, mesmo que por instantes, ajuda a assimilar o dia pelo qual tanto ansiaram.

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