
A Íris e o Jessy conheceram-se em janeiro de 2020, pouco antes de o mundo parar com a pandemia. A primeira interação foi online e o primeiro encontro aconteceu no Boa Bao, escolhido pelo Jessy, coincidindo com o local onde a irmã da Íris também tinha conhecido o marido. Pouco tempo depois, o início da relação decorreu em contexto de lockdown, numa fase que descrevem como vivida numa verdadeira “bolha”, com menos interferências externas e mais tempo para se conhecerem.

A Íris nasceu no Porto e mudou-se para Lisboa ainda em criança e o Jessy, com origens portuguesas, nasceu em Paris e veio mais tarde estudar e trabalhar para Lisboa. Gostam de viajar e foi numa viagem ao Japão, a 30 de março de 2025, que aconteceu o pedido de casamento, de forma inesperada para a Íris. Apesar de já falarem em casar e terem planos de constituir família em 2026, decidiram avançar com o casamento ainda em 2025. A organização começou na primavera desse ano, com contactos feitos aos fornecedores sob a premissa: “queremos… e vamos casar este ano!”.

A Íris nunca se tinha imaginado como noiva e desde o início definiu que não queria um vestido tradicional nem pesado. A ideia passava por criar “dois momentos” no mesmo vestido, um mais simples e outro mais complexo, numa lógica de dualidade. A inspiração inicial não veio de um vestido de noiva, mas de um corpete de Haute Couture de um desfile do início dos anos 2000, que serviu como ponto de partida.


O vestido foi desenhado pela Susana Agostinho, que já tinha criado o vestido da irmã da Íris. A partir do momento em que a estilista aceitou fazer um vestido para o próprio ano, a Íris assumiu que o casamento iria mesmo acontecer em 2025.


A noiva usou sapatos da Flordeasoka, umas plataformas altas em tom bordeaux, escolhidas por recomendação de uma amiga. Os brincos foram umas pérolas antigas oferecidas pela mãe, pensadas inicialmente apenas para testar durante uma prova do vestido, mas que acabaram por se manter até ao dia do casamento por já não se imaginar com outra opção, sobretudo por o corpete ser muito trabalhado.

O anel de noivado foi feito pela Port Diamond e o Jessy escolheu as pedras e o formato para criar um “Toi et Moi”. O processo incluiu a visualização de modelos em 3D e várias etapas de criação que a Íris teve oportunidade de ver mais tarde. “Sou apaixonada pelo meu anel!”. As alianças foram feitas na Aristocrazy e, atendendo aos desejos dos noivos, teve de incluir uma taxa de urgência.


A maquilhagem ficou a cargo da Rita Costa e o cabelo foi feito pela Rita Vasconcellos, que realizou duas provas antes do casamento, uma dedicada ao penteado e outra à mantilha. Durante as provas, foram experimentadas várias opções até encontrar a solução que funcionava melhor com o cabelo curto da Íris e com a mantilha.


O ramo da noiva, assim como a decoração do copo-d’água, foi feito pela Amor e Lima.








O Jessy levou um fato, sapatos e botões de punho da Hugo Boss e uma gravata Hermès.


A cerimónia teve lugar na Igreja Paroquial de São Pedro de Almargem do Bispo, escolhida por estar relativamente perto do local do copo-d’água e por conseguir acomodar confortavelmente o número de convidados. Apesar de a disponibilidade da igreja ter sido uma sorte, a maior dificuldade passou por encontrar um padre disponível tão em cima da hora. Depois de contactarem mais de 40 padres, optaram por convidar o Padre Clementino, que tinha celebrado o casamento da irmã da Íris e que se deslocou de Viseu para celebrar a cerimónia.


“No final foi uma cerimónia muito especial, leve e com muito sentido de humor… tal como tínhamos idealizado!”

A celebração contou com música de uma amiga da faculdade da Íris, a Constança Horta e Costa, acompanhada por um guitarrista.




A Quinta do Molha Pão foi o local escolhido para o copo-d’água. A visita aconteceu no início de maio, a cerca de cinco meses do casamento, e a decisão foi tomada na mesma semana. A escolha implicou sair do circuito dos espaços mais conhecidos, uma vez que muitos já tinham disponibilidade apenas para 2026. O Gonçalo Lança Morais, um dos coproprietários da quinta, acompanhou todo o processo e assumiu também a coordenação do dia.


A decoração ficou a cargo da Amor e Lima, que criou bares e zonas com almofadas, utilizando tecidos escolhidos pelos noivos em conjunto com a Raquel, em estilo Toile de Jouy, um tecido com estampas clássicas que retratam cenas campestres, geralmente monocromáticas.





“Ficámos radiantes com o resultado! Saiu tudo tal como nas provas quanto à decoração das mesas e confiámos totalmente no gosto da Raquel quanto à cor do cocktail – mostarda!”

Entre os aspetos mais destacados do casamento estiveram a comida, a bebida e a música. No cocktail, foi incluída uma rulote de ostras do projeto Ostras sobre Rodas, já conhecido dos noivos pela venda ao público em Belém.


A meio do jantar, o Jessy fez um discurso e nesse momento começou também a ser servido um sorvete com vodka, utilizado para o brinde e para assinalar o meio da refeição. No final da festa, foram distribuídos “Bolinhos” como lembrança, bolos tradicionais da terra dos avós do Jessy, habitualmente oferecidos no final dos casamentos dessa região.



O catering ficou a cargo das Olguinhas, uma escolha que surgiu por recomendação e resultou da procura por uma proposta de comida tradicional e caseira.


O bolo, alto e de inspiração vintage, foi feito pela Ohmygodablecakes e sobrou apenas uma fatia, que foi guardada para o primeiro aniversário de casamento.



O planeamento do casamento foi assumido pela Íris, que ficou responsável por toda a organização. Todo o estacionário foi desenvolvido pelos noivos, incluindo save the date, site, missal e menus do jantar e do bar. A música ficou a cargo do DJ Guilherme Barros, conhecido como DJ William Wolf, não tendo sido incluída banda, nem no cocktail nem na festa. Durante o jantar, até à abertura da pista, passou uma playlist criada pelos noivos, composta por músicas associadas à sua história.


“O Chez Godias levou-nos até à Maria Medici e às suas incríveis fotografias em analógico! Mas não só, foi ótimo ler e conhecer tantas histórias diferentes! Às vezes temos tanta pressão, muitas vezes criada por nós próprios, que nos esquecemos que no final do dia é ok não ter aquela banda brasileira a tocar no cocktail ou simplesmente ter escolhido não ter vídeo. Cada história é uma história e acredito que comecei a ver o nosso casamento como a oportunidade de escrever a nossa!”


Para além das fotografias analógicas da Maria Medici, os noivos contaram também com fotografias digitais do Queragura.

