


Hoje começo pelo fim: nunca partilhei convosco, mas a última pergunta que faço aos noivos cujas histórias publico é “qual foi o casamento mais incrível em que já estiveram?”. A Zezinha, como boa irmã, indicou o da Meg e do Dinis, sua irmã e cunhado, cujo casamento publiquei há uns tempos com o título “Maresia“.

“Conhecemo-nos no final de 2015, numa festa da Faculdade de Medicina (somos ambos médicos), de forma super improvável: eu perdi umas calças e o Gonçalo parou tudo para ajudar a procurá-las. Foi assim, entre o meu caos e a calma dele, que nos tornámos amigos. Essa primeira história acabou por ser muito o espelho da nossa relação: eu sempre a mil, mais espontânea e desorganizada; o Gonçalo sempre mais tranquilo, paciente e pronto a resolver as coisas. Entre aulas, festas e até (muitos) exames, fomos ficando cada vez mais cúmplices, até começarmos a namorar a 9 de maio de 2016. Seguiram-se anos de muita partilha, diversão e viagens que nos levaram pelo mundo fora. Juntos percorremos quatro continentes, fizemos voluntariado no Vietname e dois mochilões pela Ásia e América Central. Casar sempre fez parte dos meus planos, mas do Gonçalo não. Isso mudou quando começámos a namorar e ele me disse que queria casar “porque éramos nós os dois”. E durante nove anos esse sonho foi crescendo. Foi numa das nossas viagens de sonho, ao Sri Lanka, que, no dia em que fiz vinte e seis anos, o Gonçalo me pediu em casamento e foi o melhor presente que me deram até hoje.”


“A maquilhagem foi feita pela Raquel Estevens e o cabelo pela Beauty Bridal – eu estava super indecisa com o penteado, porque na verdade adoro usar os meus caracóis naturais de todos os dias, mas a Inês não descansou enquanto não descobrimos o penteado perfeito que fosse de noiva e ainda assim integrasse os meus caracóis naturais para que me sentisse sempre “eu” quer no próprio dia, quer sempre que olhasse para as fotografias e vídeos. Acho que não podia estar mais certa.”


A Zezinha usou sapatos da Zillian, que manteve durante todo o casamento, e uns brincos encomendados na Mestiça Collection, escolhidos por incluírem pequenas pedras em tons de verde, como os sapatos.


O anel de noivado foi mandado fazer pelo Gonçalo na ourivesaria Belora Jóias. Já o ramo da noiva ficou a cargo da Floral Bro Studio e incluía antúrios encarnados, flor preferida da Zezinha. Os antúrios estiveram também presentes nos arranjos das mesas, juntamente com antúrios safari.


O vestido da Zezinha foi feito com a Susana Agostinho, após a primeira ida ao atelier sem uma ideia definida, mas com um pedido: não queria um vestido versátil ou utilizável em várias ocasiões, mas sim uma peça que “gritasse noiva”. O resultado foi um vestido pensado para ir evoluindo ao longo do dia, com diferentes alterações conforme os momentos do casamento. No total, apresentou três variações de look, com a possibilidade de remover o manto e a gola usados na igreja e, mais tarde, acrescentar uma segunda saia para a festa. Na reta final do processo, foram acrescentados laços verdes na parte de trás do vestido, escolhidos por combinarem com as sandálias da noiva e que, de forma inesperada, acabaram também por conjugar com o fato verde do Gonçalo – “Foi muito giro, toda a gente achava que tínhamos combinado e comentaram isso imensas vezes”.



A cerimónia realizou-se no Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, escolhido pela proximidade ao local do copo-d’água e pela vista sobre o mar e as arribas, que marcou os noivos desde a primeira visita. Apesar do vento do Cabo Espichel ter impedido a sessão de noivos planeada na parte de trás da igreja, o local foi desde o início a escolha definitiva da Zezinha, que se identificou com a ligação ao mar e à paisagem.






A cerimónia contou com um coro de amigos e família, incluindo a irmã da noiva e o padrinho do Gonçalo, João. A Zezinha interpretou a música “Entrega” na Ação de Graças, acompanhada pelo pai na guitarra.



As alianças foram feitas pelos noivos num workshop, com ouro de família de ambos, e a concha do baptismo da Zezinha foi usada como salva das alianças.


Durante o percurso entre a igreja e a Quinta das Torres, de carro descapotável, a Zezinha usou uns óculos de sol da Fora Sunglasses e um lenço antigo da mãe, escolhido como o seu “something old”.



Durante o cocktail, apesar de não cantar de forma profissional, a Zezinha juntou-se à banda Sambraza para interpretar “Várias Queixas”. A surpresa acabou por ser maior para os convidados do que para o Gonçalo, que já está habituado a ouvi-la cantarolar por casa. Por sua vez, o noivo acabou por também surpreender a noiva ao cantar “Você é Linda”, acompanhado pelas guitarras dos amigos João e Débora, com os quais tinham ensaiado.



“Como sabíamos que a possibilidade de estar muito calor no dia do nosso casamento era alta, decidimos comprar leques brancos que depois a minha irmã pintou com aguarelas com expressões/frases divertidas.”



O catering esteve a cargo da Tudo Bom, cuja escolha surgiu depois de os noivos terem conhecido o trabalho da equipa no casamento da irmã da Zezinha, ficando desde logo decidido que também fariam parte do seu próprio casamento.



As ideias do estacionário foram pensadas pelos noivos e concretizadas pela Sylvie Lopes, prima do Gonçalo e designer. O seating plan foi desenvolvido com a irmã da noiva e o próprio Gonçalo, tendo como tema “os nossos preferidos para comer e brindar”, com tábuas de madeira de diferentes formatos dispostas num pórtico com frutas e legumes.



Quanto a conselhos, este noivos sugerem “fazer uma lista de pessoas com quem é “obrigatório” tirar fotografia (e dá-la ao fotógrafo claro!). Achamos mesmo que durante o cocktail vale a pena tirar um momento para garantir estas memórias que ficam mesmo para sempre e que depois tanto vamos gostar de ver. Dito isto, nesta parte acho que é super importante pedir ajuda aos padrinhos para não deixarem “morrer” o cocktail e manter os convidados animados, e garantir que aquele pequeno momento de fotografias não se torna uma sessão em que os noivos tiram fotografias com todos os convidados.”




A decoração ficou a cargo da Organizza.






Por ser o doce preferido dos noivos, escolheram brigadeiros, de chocolate negro e chocolate branco, para o momento do bolo.


Para abrir a pista, dançaram “Ateo”, C. Tangana ft. Nathy Peluso, e o “Just the Two of Us”, do Bill Withers e Grover Washington Jr.













Para as fotografias, elegeram as “Noivas com Grão – sem dúvida alguma a fornecedora que voltaríamos a escolher num piscar de olhos! A Marta é incrível a captar a essência de cada momento e rever as fotografias levou-nos imediatamente de volta ao dia do nosso casamento”.


