
Faltavam 15 dias para o casamento quando o Bernardo me enviou uma mensagem a pedir sugestões de lojas para surpreender a Matilde com um lenço que ela pudesse levar para proteger o penteado no percurso da igreja até à quinta, feito num descapotável. Dada a iniciativa do Bernardo, e uma vez que, para além de o casamento ser fotografado pelos Grão a Grão, reconheço o username dele e o da Matilde pelas interações que têm no Instagram com o Chez Godias, fiquei bastante confiante de que este seria um ótimo casamento para partilhar convosco. Foi então que propus ao Bernardo fazermos esta publicação de surpresa para a Matilde e, como já podem ter percebido, aconteceu. (O que não aconteceu foi o lenço, porque afinal a Matilde levava um véu.)


A Matilde e o Bernardo conheceram-se em 2014, no Liceu de Oeiras, onde foram colegas de turma de Artes durante um ano. Entre almoços, horas de estudo e cafés, construíram uma amizade que se manteve ao longo dos anos, mesmo enquanto seguiram percursos diferentes: o Bernardo dedicou-se ao voleibol profissional e a Matilde estudou Design, chegando a viver algum tempo em Nápoles.
Em 2021, voltaram aos cafés, aos jantares e aos dias de praia e, nas palavras do Bernardo, recuperaram a química de 2014, apercebendo-se que, afinal, sentiam mais do que isso. Anos mais tarde, durante uma viagem ao Vietname, o Bernardo fez o pedido de casamento.

Imaginando um vestido que incorporasse rendas feitas pelas avós dos noivos, vários tons de branco e uma estética inspirada no universo vintage, a Matilde acabou por vestir um vestido desenhado pela Susana Agostinho. Para a cerimónia, usou sapatos Rui Branco e, mais tarde, trocou para um par Roger Vivier. Levou uns brincos Paulet e uns óculos de sol Mr. Boho x Compañía Fantástica, comprados pelo Bernardo durante a sua despedida de solteiro, em San Sebastián. O cabelo e a maquilhagem ficaram a cargo da amiga Constança Sá Barroso.






O anel de noivado foi feito pela Maria Mathias, recorrendo a ouro do batismo do Bernardo, que foi derretido para o efeito. Já as alianças foram feitas pelos próprios num workshop com o João Melo, utilizando ouro de família. O bouquet, composto por antúrios vermelhos, foi criado pela Bé Floral Design e a fita que o envolvia foi bordada por uma tia da Matilde.



A mãe da noiva usou um vestido da Woman Fiesta, do El Corte Ingés.

O Bernardo usou um fato feito à medida no Alphaiate. Como acessórios, levou uns sapatos de uma colaboração entre a Scalpers e a Goodyear Welt, uma gravata Lester Corbatas oferecida pelo padrinho e uns botões de punho que a Matilde mandou fazer na Ourivesaria Estoril e lhe ofereceu para a ocasião.



A cerimónia realizou-se na Igreja Matriz de Oeiras, onde a Matilde foi batizada e fez o Crisma. O coro foi composto por António Simões, João Maia e Moura, Maria Maia e Moura, Carolina Borges e Constança Bertrand.





O missal, assim como os menus, o seating plan e os marcadores de lugar, foram desenvolvidos pela Maria Casamenteira.






Para o cocktail, os noivos escolheram o cantor Dionys, que descobriram num concerto no MusicBox, em Lisboa, e cujo repertório de música brasileira ia ao encontro do ambiente que pretendiam criar. O DJ foi o António Cid. Segundo os noivos, permaneceram na pista de dança desde a primeira dança – “Só Nós Dois”, Tim Bernardes – até à última música – “O Que É, O Que É?”, Gonzaguinha -, o que fez com que esta se mantivesse sempre cheia durante toda a festa.



A decoração ficou maioritariamente a cargo da Event Partners, com flores da Bé Floral Design, pratos fornecidos pela Tudo é Festa e várias peças, como rendas de família, castiçais e elementos em prata – alguns adquiridos em segunda mão.





Os noivos deixaram a coordenação do casamento a cargo da wedding planner Catarina Serrelheiro – “Sabemos que há opiniões que vão contra isto, mas achamos muito importante ter WP. Sabem fazer as perguntas que nunca nos iríamos lembrar de colocar aos fornecedores, têm noção de quanto vai derrapar o orçamento e muitas vezes conseguem preços melhores por já terem uma relação com os fornecedores.”


O catering foi assegurado pela Taipa e os vinhos foram escolhidos à parte, através de um fornecedor recomendado pelo irmão do Bernardo, que tem um restaurante. Para o bolo, os noivos optaram por uma torre de mini pavlovas de frutos silvestres, com uma pavlova maior para o corte, acompanhada por uma torre de shots de amêndoa amarga. Durante o corte do bolo, a Matilde cortava a pavlova enquanto o Bernardo enchia os shots, brindando depois ao som de “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor.






As fotografias são dos Grão a Grão, que recomendo no Diretório de Fornecedores Chez Godias, e o vídeo da LSM.





