

A Beatriz é espanhola – com uma cara que “não engana ninguém” – e o Tiago é português. Conheceram-se numa festa da empresa, na capital espanhola, mas escolheram Portugal, mais concretamente a vila de Azeitão, para dar o nó em outubro do ano passado.

Juntamente com a sua família, a Beatriz preparou-se na Quinta de São Pedro, onde passaram a noite. Para o cabelo elegeu a Andreia Cabral e, para a maquilhagem, a Vera Mordido – “A Vera foi fantástica. Fizemos a prova durante o verão, quando eu estava de visita a Portugal. Nunca me maquilho e precisava de algo muito natural que me fizesse sentir confortável. Deu-me várias propostas simples, mas com as quais me sentia radiante. E aprendi algumas dicas de maquilhagem para o futuro.”




Durante os preparativos, a noiva usou uma conjunto da Sêren Collection – “É uma tradição no meu grupo de amigas: em cada casamento, oferecemos entre todas o pijama/robe com que a noiva se prepara”.


A noiva levou um anel de noivado da Nicols – uma joalharia em Madrid -, uns sapatos Flordeasoka, uns brincos da sua mãe e, curiosamente, um relógio Panthère da Cartier oferecido pelos seus pais. O ramo ficou a cargo da Into Bloom.






Para a indumentária, a Beatriz visitou a costureira Elena que fez o vestido da sua Primeira Comunhão e, também, o vestido de noiva da mãe, um vestido curto que a Beatriz usou para a festa – “A Elena desenhar o meu vestido de casamento fazia todo o sentido”.








A mãe da noiva levou um vestido feito pela mesma costureira e um chapéu de uma loja artesanal no centro de Madrid, a Corsets Tocado y Hundido.













Os noivos queriam uma cerimónia ao ar livre, num jardim, e optaram pela Quinta de Catralvos, onde tinham ido a um casamento no ano anterior. Para acompanhar a celebração, contrataram um violinista à Jukebox.






O noivo fez um fato à medida no The Tailor, no Bairro Alto, em Lisboa, e levou uns botões de punho oferecidos por um padrinho.







Como em Espanha o cocktail é uma parte relevante do dia, os noivos quiseram que fosse o mais completo possível, com bancas de comida dos seus países, Portugal e Espanha, e ainda uma de Itália, onde vivem. O Tiago, juntamente com a tuna à qual pertencia nos tempos de faculdade, atuou antes de jantar.





A decoração ficou a cargo da Tudo é Festa e o estacionário foi feito online com a CottonBird e desenhos da CaraRose, que esteve presente a fazer retratos para os convidados como lembrança.







“Sobre a escolha de não ter wedding planner: na verdade, não contratámos porque digo sempre que, se não fosse engenheira, seria organizadora de eventos. Dava-me imensa alegria pensar nos detalhes, organizar tudo e garantir que corria bem. Foi uma experiência incrível e agradeci muito a ajuda que se encontra nas redes sociais para começar a procurar fornecedores e ter ideias de como fazer as coisas.”






“Tradição espanhola: o ramo da noiva não se atira, entrega-se a alguém especial. Atualmente, entregamos mais do que um ramo a pessoas importantes, e estes são entregues depois da sobremesa. Os noivos dançam à volta do salão e entregam-nos. No nosso caso, distribuímos quatro (duas pessoas especiais para o Tiago e duas para mim) e, para cada uma delas, tocou uma música que as representa.”


Para dar início à festa, os noivos substituíram a tradicional dança por karaoke, acompanhados pela banda que contrataram.



Um investimento que a Beatriz e o Tiago recomendam a quem estiver a organizar um casamento é preparar um pre-wedding onde os convidados se possam conhecer! No dia da boda, os convidados encontraram-se no Marquês de Pombal para serem levados até ao local do casamento, em Azeitão.


As fotografias ficaram a cargo da Ana Boren, que veio de Madrid.




