Tenda de echarpes

Casamento da Quica e do Duarte em Lisboa

A Quica e o Duarte já tinham ouvido falar um do outro, mas só ao fim de um ano de trabalharem no mesmo escritório é que se encontraram num evento e ficaram a conversar pela noite fora. Passadas umas semanas, cruzaram-se nas docas, os grupos de amigos misturaram-se e, como os próprios me disseram, o resto é história!  

A Quica preparou-se em casa com toda a família, incluindo os irmãos, os namorados, maridos e as madrinhas que também se juntaram aos preparativos.  

Depois de já ter dado todas as provas necessárias ao fazer os vestidos das irmãs da Quica, a Pureza Mello Breyner foi a escolha indubitável para desenhar o vestido, com inspiração numa noiva espanhola que a Quica tinha guardado – ainda antes de namorar com o Duarte! Este processo resultou num conjunto de vestido e capa super fotógenico, como vos vou mostrar ao longo desta história.

“A Pureza é impecável, super divertida, descontraída e fácil de confiar. Também tem um processo criativo giro!”  

O ramo, com girassóis e cor, foi feito pela Magdala Flores.  

Os brincos em tom verde, a combinar com o anel de noivado, foram comprados pela mãe da noiva numa ourivesaria em Campo de Ourique, a Galeria de Jóias, de José Luís e Filipe Baptista. Os sapatos, pensados para usar em várias ocasiões, são da Zillian.  

A Marta Matias encarregou-se do cabelo e maquilhagem da noiva.  

O conjunto magenta da mãe da noiva foi feito por uma costureira que a família conhece há vários anos e o vestido azul da mãe do noivo foi feito pelo estilista Filipe Faísca

Ao fato e gravata da Wickett Jones, o Duarte juntou uns sapatos Crockett & Jones e um relógio Longines Hydroconquest.   

Procuravam uma igreja espaçosa e fora do centro da cidade e acabaram por casar naquela onde uma madrinha e uma irmã da Quica também celebraram os seus casamentos: a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Mais tarde, descobriram que, mesmo ao lado, se encontrava a Casa Madre Teresa de Saldanha, a quinta tia-avó do Duarte!  

O coro foi organizado por uma das madrinhas que juntou alguns amigos cantores.   

Como a Maria e o Francisco, a Quica e o Duarte escolheram o Palácio do Correio-Mor para o copo-d’água, por ser um sítio do qual gostam muito e porque tem um plano alternativo em caso de chuva.  

A Quica e o Duarte construíram o seu dia com base nos casamentos a que tinham ido, o que facilitou o processo, uma vez que já conheciam em primeira mão muitos dos fornecedores que acabaram por selecionar – como por exemplo o catering da Taipa, cujo serviço e qualidade foram muito elogiados e fundamentais para manter o ritmo ao longo do dia. Para além disso, a ajuda da Festa Aluga também contribuiu para um processo de planeamento mais ágil.   

Apesar da meteorologia incerta, os noivos arriscaram fazer o cocktail no jardim do Palácio, com uma roda de samba a animar. Para combater o frio, foram oferecidas echarpes das mais variadas cores às convidadas – algo que a família já tinha feito no casamento de uma das irmãs da noiva.  

“Na parte final do cocktail, apesar da chuva, a banda não parou de tocar e os convidados improvisaram uma “tenda” de echarpes para que os restantes dançassem lá por baixo! Foi muito divertido!”   

Para o nome das mesas e distribuição de lugares, os noivos contaram com a ajuda da Maria Amélia Salinas, uma amiga da Quica.  

Para registar o dia, os noivos selecionaram o Afonso Moreira Pires para fotografar e os LSM para fazer o vídeo.   

A conceituada marca portuguesa Arcádia, fundada pelo bisavô da noiva, tem marcado presença nos casamentos das suas irmãs na hora do café. Desta vez, os noivos tiveram a ideia de transformar os chocolates no próprio bolo, servidos antes dos cafés.

Depois de jantar, o Chumbinho foi o DJ responsável por manter as pessoas na pista. 

Por fim, à Quica e ao Duarte, muito agradeço a resposta à pergunta “Algum conselho para os casais que estejam a organizar o seu grande dia?”. Quando li, partilhei de imediato com o meu marido (na altura noivo) e sei que fez toda a diferença no nosso casamento. Dada a simplicidade e utilidade, partilho agora convosco: “No dia, estejam sempre juntos! Durante o dia e à noite a dançar, para viverem o mesmo dia.”  

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