
É bastante provável que já tenham visto fotografias desta noiva no Chez Godias, quer através da equipa de maquilhagem e cabelo que a preparou – The Glossy Team – quer através do conjunto de acessórios que levou da Maria Mathias.

O que mais me cativou neste casamento foi a abordagem descontraída destes noivos ao copo-d’água, mas já lá vamos. A Inês e o Vasco conheceram-se em agosto de 2014, em Tavira, quando ela tinha 17 anos e ainda não tinha carta de condução. Nesse dia, uma tia levou-a, juntamente com as primas, até Santa Luzia e, pelo caminho, viram dois rapazes num passadiço comprido, um deles de muletas. Pensando tratar-se de um amigo, abrandaram para lhes dar boleia, mas ao aproximarem-se perceberam que não era ele e esconderam-se nos bancos, pedindo à tia para acelerar. A tia acabou por parar e os dois rapazes seguiram com elas até Santa Luzia, momento em que se conheceram. “O resto é história”, embora refiram que a relação começou verdadeiramente em janeiro de 2015.


Voltando ao início deste artigo, para a maquilhagem e o cabelo, a escolha recaiu sobre a Mariana e a Joana, da The Glossy Team. “Para além de excelentes profissionais são umas porreiras, tudo o que se quer para o dia.”

O anel de noivado foi desenhado pelo Vasco e feito pela Maria Mathias, inspirado num tapete que a Inês queria comprar quando foram viver juntos. Também as joias da noiva – brincos, gargantilha e ganchos – foram feitas pela Maria Mathias, desenhadas em conjunto com a Inês e oferecidas pelas amigas e madrinhas. As alianças foram criadas pelo Sr. Alberto, que tem o seu atelier perto do Colégio São João de Brito, em Lisboa, utilizando ouro dos avós da noiva que foi derretido para o efeito.



Os sapatos da Inês foram feitos pela Fátima Alves com um tacão alto “para conseguir chegar ao Vasco”. Como não existiam tacões com a altura pretendida, comprou uns na Zara para serem utilizados no modelo.

O vestido, composto por uma saia e duas partes de cima, foi desenhado pela amiga estilista Matilde Ribeiro Telles, que aceitou o desafio de criar as peças. A confecção ficou a cargo da Dona Irene, costureira que trabalha na Alameda. A prioridade foi desenvolver um conjunto que assentasse bem, fosse confortável e que pudesse ser reutilizado.






“O fato azul do Vasco foi comprado na Wickett Jones, a gravata é da It Tamarindo e os botões de punho tanto do Vasco como dos padrinhos foram feitos à mão pela mãe dele que tem imenso jeito!”




O ramo da noiva acabou por surgir nas 24 horas anteriores ao casamento. Inicialmente, a ideia era não ter ramo ou fazê-lo com jarros encomendados a um fornecedor no Algarve, mas ao perceber que as flores tinham pouco volume, a mãe de um dos padrinhos, florista da Flower2c, ofereceu-se para preparar um bouquet. O ramo foi depois oferecido à avó do Vasco.

A Inês e o Vasco casaram na cidade onde se conheceram e escolheram celebrar a cerimónia na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Cacela Velha. Para a entrada na igreja, uma amiga, Luísa Vidal, escreveu uma música original após fazer algumas perguntas ao casal. A canção foi interpretada pela cunhada da noiva, Joana Gonçalves, acompanhada por um coro composto por seis amigos, entre eles António Palha, Bernardo Seabra e João Cabral da Câmara, que cantou um solo.


Como presente, os noivos contaram com ilustrações ao vivo da Leonor Nobre Guedes.




A frase final do missal incluía um excerto de uma música de José Cid – “A pouco e pouco se constrói um grande amor, de coisas tão pequenas e banais”.



O copo-d’água realizou-se na casa de família dos pais da Inês, também na cidade onde o casal se conheceu, um espaço onde passam muitas férias e que descrevem como “cheio de memórias”. Na semana anterior ao casamento, receberam alguns amigos mais próximos, que ficaram hospedados enquanto ajudavam nos preparativos – “sem a ajuda dos nossos amigos e família não teria sido possível mesmo! Foi uma loucura e tudo graças a eles”.

Uma frase que descreve a abordagem descontraída destes noivos ao copo-d’água seria: “sendo que o nosso lema era não complicar e ficar dentro do budget, não estávamos preocupados com o lettering de nada, decoração ou tipo de cadeiras.”

Na semana que antecedeu o casamento, a família e os amigos fizeram compras, cozinharam, montaram e passaram dias a preparar o espaço, com um jantar na quinta-feira anterior no qual, de modo a misturar pessoas de grupos diferentes, “E a regra das mesas era que as pessoas só se podiam sentar na diagonal de pessoas com quem estavam à vontade”.
A organização contou com o apoio logístico de uma equipa liderada pelo Sr. João Gomes, maioritariamente composta por bombeiros, que ajudou a montar, servir e a arrumar.



A decoração, gerida pela mãe do noivo, foi maioritariamente emprestada ou reutilizada: peças vindas de Coruche, barro de família e luzes emprestadas, com flores de um armazém do Algarve. O estacionário e comunicações com os convidados consistiram num save the date enviado por WhatsApp com um excerto de vídeo, convites em PDF e o missal desenhado pela noiva.


O gaspacho e as entradas foram preparados por amigas e pela mãe do Vasco, as saladas por primas e o jantar foi paella, três tipos preparados por Ignacio Ramírez, servidos em caçarolas de barro. Também houve “tostas de sobrassada con miel e banderillas de salmon“, bifanas cozinhadas pelo Vasco com um padrinho e, para sobremesa, contribuições de amigas e mães de amigas. Não houve momento do bolo tradicional, mas serviram-se 5 kg de palmiers da pastelaria Careca.


Não havia lugares marcados “e a regra das mesas era que as pessoas só se podiam sentar na diagonal de pessoas com quem estavam à vontade! Foi óptimo!”.






À noite, tal como no cocktail, contaram com o Francisco Sanona como DJ – “foi um sucesso, no cocktail e na pista. Só tínhamos uma lista de músicas proibidas (bomba, macarena e companhia)”.



As fotografias ficaram a cargo da Julianna Lee e do Guilherme Otsuka, enquanto o vídeo, que contrataram por insistência de amigos que já tinham casado, ficou nas mãos dos Que Disparo.


