O apito inicial

Casamento da Mariana e do António

Esta história é sobre dois amantes de futebol que se conheceram na Academia do Sporting CP: ela era team manager da equipa feminina de futebol e ele treinador adjunto da equipa masculina de futebol dos sub23. O que começou por mensagens de “boa sorte” para os respetivos jogos, trocas de olhares nos corredores da academia e vários “passou-bem” evoluiu para uma vida a dois na Turquia, onde agora o António é treinador adjunto do Alanyaspor.

A Mariana preparou-se com um roupão que pertencia à sua avó e, para lhe tratar do cabelo e da maquilhagem, escolheu a Helena Gonçalves e a Rita Correia da Costa, respetivamente.

Tanto os sapatos da Zillian como os brincos da Manuela Andrade foram oferecidos pela madrinha de batismo da Mariana, a tia Inês e o toucado da Verde d’ Água pelas primas Marta, Leonor e Joana.

O ramo foi feito pela mãe da noiva, juntamente com uma amiga, com flores compradas na véspera na praça, em Cascais.

“Quem desenhou o meu vestido foi a Ana Calheiros. Não tinha propriamente grande inspiração mas cheguei lá e disse algumas coisas que gostava, como por exemplo ser super simples, e a Ana desenhou-me num papel doze opções de vestido e foi muito mais fácil visualizar o que gostava. Depois, com os desenhos, disse que gostava disto neste e daquilo no outro e chegámos ao vestido final.”

A Mariana levou também um casaco que tinha pertencido à tia Teresa, sua madrinha de casamento, e que tinha sido usado por ela no próprio casamento. A peça foi descosida, renda por renda, para ser ajustada ao tamanho da noiva.

A cerimónia realizou-se na Igreja da Azambuja, escolhida pela proximidade ao local do casamento, em Valada, e pela capacidade para receber todos os convidados. Enquanto a Mariana entrava de braço dado ao pai, ouvia-se na igreja a música que o António tinha escrito para o pedido de casamento.

O António escolheu um fato da Labrador, sapatos John Tweed, uma gravata It Tamarindo e botões de punho oferecidos pelos padrinhos. Nos botões de punho, feitos pela Maria Mathias, um tinha gravada a letra “A” e o outro as iniciais “CP”.

O anel de noivado também foi feito pela Maria Mathias e as alianças pela Maison Simão, utilizando ouro levado pelos próprios noivos. A missa contou com um coro composto por Peu Madureira, Joana Abreu, Luís Roquette e Bernardo Romão.

Entre os conselhos que deixam a outros casais, a Mariana e o António sugerem que, após a saída da cerimónia, os noivos sigam rapidamente para o carro, evitando demorarem-se demasiado tempo à porta da igreja.

O percurso da igreja até ao espaço do copo-d’água foi feito de barco. A Mariana e o António descobriram a Herdade do Crescido e sentiram “amor à primeira vista” – “É um sítio incrível, com vista para o rio e os responsáveis do espaço são super simpáticos e disponíveis. Não podia ter sido melhor”.

Os noivos contaram com a Mcatering para o catering e decoração do casamento, tendo as flores e a organização ficado a cargo da Festamos.

O estacionário esteve a cargo da madrinha Inês Viegas, que o desenvolveu a partir das indicações dos noivos. O conceito teve como inspiração o futebol, com as mesas organizadas como setores do Estádio do Sporting CP e o convite desenhado como um bilhete de jogo.

No dia, esta inspiração esteve presente em vários detalhes, incluindo um grande placard com uma fotografia do casal, onde cada convidado tinha um bilhete com o seu nome e, no verso, uma mensagem personalizada escrita à mão. Durante o cocktail, os convidados também tiveram aceso a um telefone “call of love”, através do qual deixavam mensagens de voz para o casal, posteriormente compiladas.

Durante o cokctail, os noivos contaram com a banda Os Improvisados e uma perna de presunto do Genuíno.

Após a entrada na tenda, ao som de “Cómo Te Atreves”, dos Morat, os noivos contaram com um grupo de Fandango, o Rancho Folclórico Ceifeiras de Porto de Muge.

À noite, a Santini marcou presença e “fez fila de quinze minutos, ou seja, foi um sucesso”

O bolo dos noivos com um topo da Sofia Ramalho Cerâmica, feito pela tia Joana e pela tia Mó, com gomas, surpreendeu os pais dos noivos, que curiosamente ficaram espantados com a quantidade de pessoas que gosta deste tipo de doce. Outra surpresa foi o facto de o António ter contratado fogo de artifício para este momento, para o qual os noivos elegeram o clássico “A Sky Full of Stars”, dos Coldplay.

Para as fotografias, elegeram os Casa Noreña, que “recomendam a 200%”, e, para o vídeo, o Alcafly – “o Rodrigo foi mesmo espectacular. Além de ser uma pessoa super simpática, foi super profissional. Às 11:00 da manhã de domingo já tínhamos um mini vídeo para vermos como tinha sido.”

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